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Seguros para dispositivos móveis se tornam comuns

 

Fonte Jornal do Comércio
Por Adriana Lampert

Algumas seguradoras estão apostando em um novo nicho de mercado: seguros para dispositivos móveis (celulares, smarthphones e tablets). O modelo ainda é pouco usado por consumidores e não conta com adesão em massa das companhias de seguros. No entanto, tem grande potencial para crescer. Segundo pesquisa realizada em 2014 pela F-Secure, o Brasil é o segundo país no mundo com mais roubos de celular, só perde para a Índia.

O levantamento mostra que cerca de 25% da população brasileira já passou por algum tipo de ocorrência com dispositivos móveis. A média da população mundial é de 11%. Neste sentido, afirmar que o seguro eletrônico pode ser a salvação de meses de economias para comprar o aparelho dos sonhos não é exagero. A fim de circular pela Capital com mais tranquilidade, o publicitário e designer gráfico Lorenzo Ellera fez um seguro contra roubo e danos elétricos para seu notebook de alto desempenho. “O valor é de R$ 500,00 por ano e já renovei duas vezes, acho que vale a pena”, opina.

Operadoras e seguradoras fazem parcerias por proteção aos aparelhos /JOÃO MATTOS/Arquivo/JC

Há algum tempo as operadoras de celular passaram a fechar parcerias com seguradoras, oferecendo, já na compra, a alternativa de proteção para os aparelhos. É o caso da Vivo que trabalha em conjunto com a Zurich Seguros, multinacional Suíça, estabelecida no Brasil desde 1982. Segundo a assessoria de imprensa da operadora, a empresa oferece duas opções de seguro para proteção do aparelho celular: o Vivo Proteção Celular e o Vivo Multiproteção Celular.

No primeiro, são cobertos sinistros contra roubo e furto qualificado. O valor dos seguros varia de R$ 6,99 a R$ 56,99 mensais, de acordo com o preço do aparelho. Neste caso, o serviço pode ser contratado para telefones celulares com até dois anos de uso. Já o Vivo Multiproteção Celular, além de coberturas contra roubo e furto qualificado, oferece ainda proteção para danos materiais e acidentais, como quebra causada por quedas, derramamento ou imersão em líquidos. Para o cliente que optar por proteção completa na Vivo, os valores oscilam de R$ 8,49 até R$ 66,99. Porém este seguro só pode ser contratado no momento da compra de aparelhos novos.

“Ambos os seguros podem ser debitados na conta do celular para clientes Vivo Pós ou Controle ou por meio de cartão de crédito para todos clientes Vivo”, informa o grupo. Clientes Vivo Pré ainda têm disponível uma opção de Seguro Celular Semanal, que é cobrado diretamente no saldo de recarga e custa R$ 2,99 por semana. A empresa oferece cobertura exclusiva para clientes do plano Vivo Pós V, que, ao contratarem, recebem gratuitamente um seguro com cobertura contra roubo e furto qualificado para celulares de até R$ 5 mil.

“Novas tecnologias estão surgindo em um ritmo incrível e não é diferente para o setor de seguros”, comenta o diretor da Tata Consultancy Services (TCS) no Brasil, Tushar Parikh. Ele chama atenção para o fato de que dispositivos móveis, como tablets, smartphones, celulares e PDAs, têm se tornado cada vez mais populares e capazes de executar grande parte das ações realizadas em computadores pessoais, como navegação Web, Internet Banking e acesso a e-mails e redes sociais. E é aí que entra a oportunidade para as seguradoras, uma vez que as semelhanças não se restringem apenas às funcionalidades dos eletrônicos, mas também incluem os riscos de uso que podem representar.

Valores dependem de marca e modelo

Dentre as empresas que já investem no produto, a Bem Mais Seguros também criou pacotes de proteção para dispositivos móveis em casos de roubos, furtos qualificados, oxidação e acidentes com líquidos ou quedas. De acordo com a consultora Ariane Vazak, a mensalidade vai depender da marca e modelo do aparelho. “É feita uma cotação”, explica. O serviço tem carência de 30 dias a partir da contratação e vigência de um ano, podendo ser renovado por mais 12 meses, explica Ariane. No caso da Bem Mais Seguros é cobrada franquia (coparticipação do segurado) de 25% do valor do aparelho no mercado.

“A cobertura consiste em primeiro enviar o aparelho para a assistência técnica, e, não havendo reparo, o cliente é notificado e recebe um equipamento novo”, explica Ariane. A Bem Mais Seguros trabalha em parceria com a seguradora Assurant. “Outra cobertura que temos é para caso de ligações não autorizadas para linhas pós-pagas”, comenta a consultora da empresa. “Se o cliente tem o celular roubado, e os ladrões usarem o telefone, nossos serviços cobrem até R$ 500,00 da fatura indevida.” Outra solução que o mercado oferece é o chip inteligente da Gemalto, que será integrado ao Samsung Galaxy S8. Incorporado a outros smartphones da marca, o chip inclui a série global do Galaxy A e a série Galaxy C na China. Neste caso a proteção é digital, com a finalidade de proteção de dados do usuário em dispositivos pessoais, objetos conectados na nuvem e tudo o que há entre eles.

A novidade evita que o dispositivo móvel seja utilizado para a prática de furto de dados, envio de spam e a propagação de códigos maliciosos, além de poder fazer parte de botnets e ser usado para disparar ataques na internet. Somadas a estes riscos, há características próprias que os dispositivos móveis possuem que, quando abusadas, os tornam ainda mais atraentes para atacantes e pessoas mal-intencionadas, como grande quantidade de informações pessoais armazenadas e grande quantidade de aplicações desenvolvidas por terceiros que podem facilmente ser obtidas e instaladas. Entre elas podem existir aplicações com erros de implementação, não confiáveis ou especificamente desenvolvidas para execução de atividades maliciosas.

De acordo com informações do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (Cert.br), uma quantidade cada vez maior de dados, tanto pessoais quanto de natureza corporativa, são armazenados em dispositivos móveis. E apesar de a maioria dos fabricantes proporcionar algum tipo de mecanismo de segurança para proteger os dados, há situações em que o usuário é coagido a revelar suas senhas, o que torna a proteção digital mais uma técnica a ser aprimorada pelo mercado.

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