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Seguradoras levam quantidade inédita drones para ver estragos do Harvey no Texas

 

Fonte DN

Os inspetores das companhias de seguros levaram consigo uma quantidade inédita de aparelhos não tripulados (drones) para fazerem a avaliação dos estragos causados pelo furacão Harvey no Estado do Texas.

As seguradoras estão a usar os drones em grande escala para gravar imagens, poupar tempo e evitar que os inspetores se desloquem a áreas potencialmente perigosas.

Estas empresas têm estado a aumentar as suas esquadras de drones desde que a agência federal da aviação (FAA, na sigla em Inglês) reduziu as suas restrições há cerca de um ano.

As primeiras experiências com a utilização dos drones foram feitas em áreas do sudeste norte-americano atingidas pelo furacão Matthew no final de outubro.

A Travelers Insurance, baseada em Hartford, enviou 65 pilotos de drones certificados num conjunto de 600 empregados que enviou para a área de Houston. Uma especialista em reclamações, Laura Shell, que vai estar no Texas esta semana, passou a última semana no centro de formação da empresa, em Windsor, no Estado do Connecticut, a aprender a pilotar drones.

“É uma grande notícia”, afirmou Shell, de 55 anos, cujo trabalho envolve uma série de subidas. “Vai-me autorizar a conseguir olhar para áreas que não estão acessíveis e para telhados e fazê-lo rapidamente”.

O vice-presidente da Travelers para as reclamações, Jim Wucherpfennig, destacou que os drones vão reduzir fortemente o tempo necessário para avaliar os estragos.

A empresa formou 300 funcionários como operadores certificados e espera ter mais de 600 no início de 2018, acrescentou.

Em vez de se fazer duas ou três viagens a uma casa, com recurso a um subcontratado especializado em montar andaimes e escadas, os funcionários da seguradora vão ser capazes de fazer inspeções externas numa única viagem.

O drone transporta uma câmara ligada a uma aplicação no telemóvel do empregado, que lhe permite fazer medições e fotos e vídeos em alta resolução, frequentemente acompanhado pelo cliente.

Os drones também têm algumas limitações, como não poderem voar sob forte chuva ou vento e não poderem entrar nas casas para o seu operador inspecionar os estragos.

A maior parte das grandes seguradoras já tem uma esquadra de drones. A tecnologia tornou-se tão barata que até pequenas empresas já a começaram a usar, segundo Jim Whittle, conselheiro da American Insurance Association.

A Allstate subcontratou um operador de drones para fazer centenas de inspeções por dia, na área de Houston, afirmou o seu porta-voz, Justin Herndon.

“Esta é a maior utilização de drones que se viu até hoje”, realçou.

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