Redação

FenaSaúde apresenta pesquisa inédita do Datafolha

 

“Pesquisa Longevidade: Idosos e Planos de Saúde” foi exibida durante evento da entidade

Por Tany Souza

Com o objetivo de desmistificar a imagem de que o idoso é maltratado pelo serviço até ser expulso pelos planos, a FenaSaúde divulgou a “Pesquisa Longevidade: Idoso e Planos de Saúde”, realizada pelo Datafolha, durante o 3º Fórum da Saúde Suplementar, que acontece entre ontem, 5 e hoje, em São Paulo. Nesta mostra inédita, 97% não pensam em mudar de plano e 64% de beneficiários acima de 60 anos percebem seu estado de saúde como bom ou ótimo. Esse índice cai para 53% para os idosos que não dispõem do serviço.

Foram 1.110 entrevistados a partir de 60 anos, divididos entre homens e mulheres, com e sem plano de saúde, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, em agosto deste ano. Os resultados também são apresentados por faixa etária: 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e acima dos 80 anos. “Esse resultado soma-se ao índice de 70% de satisfação do idoso com seu plano de saúde também demonstrado na pesquisa, sendo que 53% estão satisfeitos com tudo. Hoje, cria-se uma imagem de que o idoso é maltratado pelo serviço até ser expulso pelos planos, o que não foi constatado pela pesquisa, antes o contrário. Para se ter uma ideia, os beneficiários acima dos 60 anos têm, em média, seus planos há 19 anos e a maioria não pretende mudar de plano nos próximos seis meses”, revela Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

Ela falou sobre o desafio da comercialização do plano de saúde individual. “É preciso que tenha segurança jurídica e técnica. A regulação tem que dar transparência de critério que ele utiliza. Hoje o maior problema e desincentivo ao individual é que há pessoas que desejam, mas chega ao mercado com um valor muito alto para o consumidor”, comenta Solange Beatriz.

Coletiva – José Cechin de pé

Um dos dados levantados diz que 46% dos que têm plano planejaram a vida financeira e 73% de quem não têm plano não planejou sua vida financeira. “Isso revela que as pessoas se preocupam com o planejamento, mas devemos ter ferramentas para que estas pessoas acumulem fundos durante a vida, para aplicar quando ficarem idosas”, comenta o diretor-executivo da FenaSaúde e ex-ministro da Previdência, José Cechin.

O acesso do idoso aos serviços também foi comprovado pela pesquisa. O idoso que dispõe do serviço faz mais exames em relação a quem não tem o atendimento privado à saúde. Segundo o Datafolha, 51% dos beneficiários acima dos 60 anos na amostra fazem, pelo menos, um exame a cada seis meses. Esse número cai para 39% para os idosos que não têm plano.

Outro dado levantado é que 82% dos idosos entrevistados utilizam médico do plano, 10% utilizam médico do plano e particulares e 8% somente médico particular. “Isso mostra que há um bom acesso aos planos de saúde”, complementa Cechin. Segundo Solange Beatriz, “o que atrai idosos para o plano é o bom serviço e boa cobertura”.

Atualmente, há 6,2 milhões de beneficiários acima dos 60 anos – grupo que mais cresce nos planos de saúde. Nos últimos 12 meses terminados em julho de 2017, aumentou em 2,3% o número de idosos detentores de planos, enquanto as faixas etárias mais jovens apresentaram quedas significativas de beneficiários. Na população adulta brasileira, 27% têm plano de saúde, entre os idosos brasileiros são 29%.

Em geral, 24% da população brasileira é coberta pelos planos de saúde. Na pesquisa, 37% dos idosos têm assistência privada, sendo que 50% acima da faixa etária dos 80 anos possui o atendimento. “O plano é um serviço estimado pelo idoso, que tem a garantia de atendimento à saúde de qualidade, como comprovam os resultados. Isso demostra que não há seleção de risco por parte das operadoras, como muitos alardeiam sem razão”, explica a executiva, que complementa com mais um insight gerado pela pesquisa: “Outro dado interessante é o que o clínico geral é a segunda especialidade mais procurada, o que mostra que não há barreira cultural para um médico generalista ser um orientador do cuidado. A FenaSaúde defende esse tipo de modelo de atendimento que possibilita uma visão integrada do paciente, na qual um profissional detém todo o histórico de saúde”.

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