Redação

Especial 20º Congresso dos Corretores – A realidade do seguro de automóvel

Especial 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros
Ofertar produtos para uma frota mais envelhecida e combate ao mercado ilegal
Por Karin Fuchs

Recentemente, a indústria automobilística assistiu despencar as vendas de veículos novos, o que refletiu diretamente no mercado de seguros. “Nos últimos dois anos, houve uma queda de 45% nas vendas para o mercado doméstico. Nós nunca vivemos uma queda tão significativa como essa”, afirmou Murilo Setti Riedel, presidente da HDI Seguros.

Segundo ele, esse cenário exige mudanças. “É mais fácil vender seguro para veículos novos e seminovos. Porém, a frota envelheceu nos últimos dois anos, o que acende um alerta de que nossas práticas precisam ser modificadas, adaptadas para uma frota mais envelhecida”, defendeu, durante a sua apresentação no 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado entre os dias 12 e 14, pela Fenacor, em Goiânia.

Com base em estatísticas, o executivo disse que até 2020 haverá uma estagnação significante da frota, reforçando que uma frota mais envelhecida requer proteção. “Nós próximos três anos, nós precisaremos aprender a trabalhar este mercado, ofertando produtos mais baratos, mais simplificados e mais econômicos”.

E que isso requer o envolvimento de todos. “Nós temos o conhecimento para desenvolver produtos, mas o ferramental acaba não sendo consoante com a prática que precisa ser implementada. E a responsabilidade não é só das seguradoras, corretores também precisam participar das discussões junto ao órgão regulador”.

Para Luiz Pomarole, diretor Geral de Automóvel da Porto Seguro, a brecha é para o seguro Auto Popular. “Mas apenas três seguradoras lançaram o produto e os corretores não estão oferecendo-o aos seus clientes, porque não conseguimos chegar ao preço que queríamos. E ele também é um instrumento importante para combater entidades de proteção veicular”.

Nas contas de Pomarole, a economia no seguro Auto Popular está nas peças, que podem ser usadas ou do mercado não original, mas não na mão de obra da oficina. “O que possibilita um desconto em torno de 8% a 10%. Para baratear mais o seguro, uma das propostas seria desmembrar as coberturas. Em média, cada seguradora faz 1,2 milhão de cálculos por mês e fecham apenas 30% desse total; 70% queriam ter o seguro, não falta demanda”.

João Francisco Borges da Costa, presidente da FenSeg, também falou sobre o mercado ilegal de proteção veicular. “Nós tivemos uma queda alta de vendas de veículos, queda na taxa de juros e o pior: falta de segurança nas cidades, o que influenciou nos índices de roubo, no ajuste de preço e, em alguns casos, restrições nas aceitações. Isso cria um clima propenso para os vendedores de falsas ilusões, que tiveram uma expansão grande”.

Inovação

Na opinião de Eduardo Dal Ri, vice-presidente da FenSeg e vice-presidente de Automóveis e Massificados da SulAmérica, as seguradoras não estão paradas, elas estão constantemente inovando. “Elas estão trabalhando para serem o mercado que mais avança na tecnologia, na disrupção”.

Como exemplo, ele mencionou a telemetria para chegar a uma tarifação mais justa e a análise. “Mesmo que pareça que as perguntas sejam as mesmas, a análise está evoluindo, a partir das informações dos questionários (propostas) e das informações sobre o comportamento do consumidor que as companhias têm internamente. As seguradoras estão correndo para serem cada vez mais digitais e darem apoio à produção dos corretores”.

Da experiência da Tokio Marine que opera com o seguro Auto Popular, o presidente da companhia, José Adalberto Ferrara, informou que “nós estamos utilizando peças compatíveis e não usadas, o que diminui o preço. A Tokio Marine é líder nesse mercado, com 90% de participação, e com clientes que antes não tinham o seguro de automóvel”.

Ele também defendeu o produto como uma forma de combater o mercado ilegal. “Este pode ser um ótimo produto no combate às entidades piratas que estão aparecendo. E o produto Auto Roubo Mais junto ao rastreador ajuda também a combater o mercado ilegal”, concluiu.

Leia também: 

20º Congresso Brasileiro dos Corretores traz reflexões para o mercado de seguros – https://goo.gl/RAzGtk

Especial 20º Congresso Brasileiro dos Corretores – O complexo setor de saúde suplementar – https://goo.gl/83kPXK

Especial 20º Congresso Brasileiro dos Corretores – Um retrato das corretoras do país – https://goo.gl/LerusN

Especial 20º Congresso dos Corretores – Combate ao mercado ilegal e defesa da inclusão do setor de seguros na agenda do Governo Federal – https://goo.gl/VBwWrt

Comentários

Newsletter



Facebook

Twitter

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

@MAPFRE_BR oferece desconto de até 50% durante a Black Week! #blackweek #blackfriday t.co/0oC7euwfSJ t.co/YLbKW1G5ys

Show Media
Tweet Media
Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

A criação da nova diretoria tem como objetivo consolidar a identidade da MDS no Brasil t.co/Qy8hicS9MP

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

Compra de leads se consolida como ferramenta para empresas conseguirem novos clientes t.co/GEVXm4y4uD

To Top