Tecnologia & Serviços

Indústria de seguros aposta em blockchain para melhorar transparência, eficiência e segurança

Emissões de apólice que levavam até cinco meses estão sendo feitas em até 30 dias devido à rapidez do cruzamento de dados dessa tecnologia

Atualmente, existem mais de 1.000 tipos de criptomoedas em circulação, mas apenas algumas tem relevância no mercado. No final de setembro, a cotação da moeda digital mais popular do mundo, o bitcoin, estava em US$ 3.915. Para garantir a segurança das transações, sem o intermédio de terceiros, os desenvolvedores de criptomoedas criaram o blockchain, uma tecnologia que registra todas as movimentações, em uma espécie de livro contábil, público, compartilhado e universal.

De acordo com Jesus Gonzalez, vice-presidente de Risco Cibernético da consultoria e corretora de seguros Aon, essa tecnologia garante maior segurança, transparência e eficiência para todas as transações. Por isso, diversos setores da economia já estão aderindo, entre eles, o setor financeiro, o sistema de saúde e o mercado de seguros.

“Em alguns casos, o processo de emissão de uma apólice de seguros pode levar até cinco meses. Com o blockchain, e a rapidez que ele proporciona no cruzamento de dados, muitas empresas do mercado de seguros ao redor do mundo conseguiram reduzir esse tempo para algo em torno de 15 a 30 dias”, diz Gonzalez.

Existem alguns bons exemplos de aplicações de blockchain no mercado segurador. É o caso da AIG e IBM, que concluíram um projeto de um contrato inteligente de política multinacional para o Standard Chartered Bank, usando a tecnologia de registro digital do blockchain. Além disso, as seguradoras Allianz e Nephila Capital realizaram, no ano passado, um projeto de sucesso com o uso de blockchain para realizar mudanças em uma apólice de riscos de desastres naturais.

Além da utilização em processos operacionais, o segmento de seguros também já prevê o uso de criptomoedas nas apólices de riscos cibernéticos. Em casos de ataques ransomware, por exemplo, onde os hackers bloqueiam o acesso a uma rede de computadores e cobram resgate para realizar a liberação, a disponibilidade imediata de uma carteira de moedas digitais pode ser imprescindível para mitigar os riscos.

Para isso, o mercado de seguros já opera em parceria com empresas especializadas em carteiras e câmbio de criptomoedas. “Na maioria das vezes, não recomendamos os pagamentos de resgate, pois essa prática empodera os criminosos e não há nenhuma garantia de que eles realmente irão liberar os sistemas sequestrados. Mas a avaliação é feita caso a caso. Se a empresa não tiver um backup e uma solução técnica não for encontrada rapidamente, o pagamento do resgate é realizado, com cobertura da apólice de risco cibernético”, acrescenta Gonzalez.

De acordo com ele, os mercados ainda não estão totalmente preparados para transacionar com criptomoedas, mas essa adequação já está sendo feita. “O setor de hotelaria, por exemplo, já utiliza moedas digitais como meio de pagamento. Não estamos falando de situações distantes da realidade, mas de uma tecnologia já disponível que está sendo experimentada para facilitar a operação de diversos segmentos”, conclui.

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