Redação

CCS-SP recebe futuro presidente da Porto Seguro

Executivo mostrou como está a empresa e quais as mudanças para o próximo ano

Por Tany Souza

O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) recebeu ontem, 13, Roberto Santos, vice-presidente executivo da Porto Seguro, para uma conversa sobre alguns assuntos como a transição da companhia para o próximo ano, seus números e atuação com a era digital.

Roberto Santos, vice-presidente executivo da Porto Seguro.

O executivo começou contando um pouco de sua trajetória pelo mercado de seguros. “Já estou há 37 anos em seguradoras trabalhando por trás das cortinas. Em 2011 fui convidado para a Azul Seguros e fiquei até 2016 na companhia. E em junho agora tive o convite para assumir a vice-presidência, em um processo de transição, para que no ano que vem eu assuma como presidente, seguindo o caminho de Fabio (Luchetti, atual presidente da seguradora) e estou me preparando para isso, pois não é fácil assumir uma companhia tão robusta como essa”.

Santos também mostrou alguns números da companhia, lembrando que o ano de 2017 tem sido muito difícil para a atividade de seguros no país. “No ramo automóvel, em prêmio, somando as três marcas estamos crescendo 2,26%. Levando em conta que o prêmio médio está crescendo mais que isso, então a quantidade de itens segurados diminuiu”.

Porém, apesar da crise, tem compensado esse crescimento de receita da companhia, com o crescimento de seguros patrimoniais, de benefícios como vida em grupo e individual, e serviços financeiros e outros também se desenvolvendo fortemente. “No total, a companhia cresce 10%, o que eu considero muito positivo em um ano de crise como esse”.

Responsabilidade das carteiras

O ramo de automóvel, segundo ele, representa neste ano um pouco menos de 60% do portfólio, “e isso é um fator importante em uma companhia que era reconhecida como praticamente de automóvel. Os demais serviços, principalmente vida, têm ocupado espaço importante na empresa”.

Na hora do resultado, isso se inverte. “60% do nosso lucro vem da carteira dos demais ramos, o automóvel é responsável por 40% do lucro da companhia. Queremos fechar esse ano com R$ 17 bilhões de faturamento e já estamos com R$ 14 bilhões”.

E isso faz com que todos os personagens do mercado pensem no futuro do seguro de automóvel. “Eu não acredito que o seguro de auto acabará, mas sim que o risco se altera, como por exemplo, o risco de roubo, que pode diminuir bastante com a ajuda da tecnologia. Hoje o seguro é caro, porque o risco é alto, quando o risco diminui, na minha leitura, o preço baixa e assim mais pessoas terão acesso ao seguro de automóvel”.

Ele diz que a Porto está atenta a isso, “e neste sentido, desenvolvemos um produto novo, que é o Carro Fácil, estudando muito coisas diferentes para sair na frente, acompanhando as mudanças do seguro de automóvel”.

Em relação ao seguro na era digital, ele disse que esse fato é além de vender seguros pela internet, “mas a era digital deve ser utilizada para facilitar a vida do corretor e do segurado. No mundo inteiro ninguém consegue fazer venda direta sem que alguém coloque as mãos”.

Há dois meses a companhia criou uma diretoria digital, “para entender as iniciativas digitais e depois criarmos uma governança digital na companhia. É um assunto importante, mas nosso objetivo é contemplar o cliente e para nós o corretor é nosso principal cliente”.

Para frente, a nova gestão está baseada em uma visão com quatro características que são identidade, relações, processos e recursos. “Na parte de recursos colherei os frutos da gestão anterior, pois em 12 anos a companhia é outra, minha atuação será mais em processos, tirando a complexidade das coisas, dando mais leveza, mais simplicidade, e assim vendendo mais. Em relações terei uma atuação forte com foco total na equipe de vendas e principalmente com os corretores, de proximidade com os profissionais, que é o que eu gosto mais de fazer”. E completa ele, “na parte mais alta da pirâmide, que é onde mora a cultura da empresa, já está enraizada, e quero manter o que já existe. E isso não se copia, pois é muito forte e minha missão é dar seguimento”.

E para terminar ele deu ênfase para a visão de 2020, focada nos resultados do ano de 2020, dizendo que a empresa deve ser leve, saudável e mítica. “Temos a vocação de entrar nos detalhes, na relação com o segurador, pois acreditamos que a beleza está nos detalhes”.

No momento das perguntas, o executivo foi interrogado sobre a participação da Porto Seguro no aplicativo ZIM. Segundo Roberto Santos, a companhia não fará parceria com o aplicativo. “Não vamos fazer parceria com a Zim, não temos interesse nisso”.

Comentários

Newsletter



Facebook

Twitter

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

@MAPFRE_BR oferece desconto de até 50% durante a Black Week! #blackweek #blackfriday t.co/0oC7euwfSJ t.co/YLbKW1G5ys

Show Media
Tweet Media
Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

A criação da nova diretoria tem como objetivo consolidar a identidade da MDS no Brasil t.co/Qy8hicS9MP

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

Compra de leads se consolida como ferramenta para empresas conseguirem novos clientes t.co/GEVXm4y4uD

To Top