Redação

Greve de caminhoneiros impacta mercado de seguros

 

Foto: Gazeta do Povo

Seguros como transportes e de crédito podem sentir os efeitos da paralisação

Por Camila Alcova

Há apenas alguns dias, desde o início da greve dos caminhoneiros em 25 estados e no Distrito Federal, os efeitos da paralisação já acontecem em diversos setores da economia.

No mercado de seguros, essa mobilização também pode causar danos em alguns ramos. Caio Carvalho, superintendente de riscos empresariais da MDS Brasil (à esq.), explica que um possível impacto é no seguro de transportes, uma vez que a greve afeta diretamente transportadores e embarcadores. “Isso já tem dado algum reflexo no número de mudanças de modal e embarques. Alguns embarques já estão sofrendo dificuldade. Tudo isso muda o cenário, inclusive, de subscrição dentro das seguradoras para cada um dos transportadores”.

Para exemplificar, ele menciona uma empresa que transporte cargas de leite e que, por conta da paralisação, não possa fazer entregas e precise, até mesmo, descartar a carga. Isso pode impactar diretamente os embarcadores, que demandam o transporte, e também as transportadoras, que passam a demandar menos transportes. Esses fatores, consequentemente, afetam os prêmios de seguros.

Caio Carvalho explica ainda que acontecimentos como essa greve podem causar outros danos ao setor de seguros, por conta de tumultos, problemas de segurança pública, impactos nas estradas e nas empresas.

Seguro de crédito

Sob o ponto de vista do seguro de crédito, Daniel Nobre, CEO da Crédito y Caución Atradius (à dir.), explica que um potencial impacto é o desabastecimento de matérias-primas nas empresas, que poderão ter também menos oportunidades de vendas, receita e maiores custos fixos e, com menor geração de caixa, deixar de honrar compromissos imediatos. “Toda essa situação pode gerar isso. Há preocupações e nossa seguradora está monitorando, apesar de ser muito recente (a greve), é um risco que já vimos no passado e isso pode levar ao agravamento de risco na capacidade de pagamento das empresas”.

Daniel Nobre comenta que a situação também é preocupante por conta do momento econômico do Brasil. “Se já é difícil vender para uma economia estagnada, que não tem a recuperação que esperávamos, perder oportunidades por uma situação de contingência, que não é motivada por um mercado mais restrito e sim por uma questão estrutural, de desabastecimento, são riscos, inclusive, difíceis de antecipar e realçam a necessidade de as empresas estarem protegidas para esse tipo de evento”.

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