Redação

Produtos de linhas financeiras ao longo do tempo

 

Em um período de 10 anos, os principais movimentos e marcos

Por Karin Fuchs

Ao longo de 10 anos, o mercado local de seguros de linhas financeiras ganhou novos produtos e um crescimento considerável. Em 2008, o volume de prêmios era de pouco mais de R$ 150 milhões, chegando a R$ 720 milhões, no ano passado. E nas palavras de Flavio Sá, gerente de Linhas Financeiras da AIG Brasil, “ainda há muito espaço para crescer”.

Durante o Fórum AIG Financial Lines, realizado em São Paulo, hoje, 24 de julho, o executivo mostrou em uma linha do tempo os principais marcos nessa linha de produtos. A começar por 2008. “Ano em que um marco importante foi a crise financeira e o D&O começou a ganhar corpo no mercado nacional”.

Mais adiante, em 2011, novas seguradoras entraram no mercado e nichos foram criados, como produtos para fundos de investimentos, fundos de pensão e para entidades governamentais. “E também produtos por atividades (profissões) e o lançamento do seguro de fraude corporativa”.

No ano em que o Brasil sediou a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mais investimentos estrangeiros impulsionaram a procura por seguros para projetos específicos. O ano também marcou o lançamento do seguro Cyber, por parte da AIG Brasil.

Em 2013, houve a popularização de seguros de linhas financeiras, não mais somente para grandes empresas. “Eu diria que foi o primeiro movimento das seguradoras para começarem a vender o produto como é hoje, de forma online”.

E com a internacionalização das empresas brasileiras, o entendimento maior das responsabilidades dos administradores, destaque em 2014 foi a gestão de programas mundiais. “A AIG Brasil se preparou para lançar o produto de gestão protegida, em resposta a uma demanda que o D&O não atendia. E também em 2014 lançamos o M&A (seguro para fusões e aquisições)”.

A partir de 2015, o Brasil vivencia uma série de escândalos, investigações e uma crise econômica, consequentemente, a desaceleração da economia e falência de empresas tentando a recuperação judicial. Na carteira de D&O da AIG Brasil, as questões tributárias representaram 8% dos avisos de sinistros, percentual que saltou para 28%, no ano passado. 

E no ano passado, o seguro Cyber definitivamente entra para o radar, impulsionado por dois ataques em escala global, colocando esse risco no mapa das empresas. Já nesse ano, a maior atuação dos órgãos reguladores, multas do CVM/BACEN e a Circular Susep 553, impulsionam a necessidade de uma maior proteção, ao mesmo tempo que a questão de vazamento de dados se torna de maior conhecimento público.

“Apesar de uma lei específica sobre o tema ainda não ter sido aprovada, o Ministério Público começa a atuar fortemente na questão de vazamento de dados e requer que o usuário final tenha conhecimento, isso muda toda a extensão de responsabilidade da empresa”. Somente em 2017, as perdas com crimes cibernéticos no Brasil somaram cifras de US$ 22 bilhões, afetando cerca de 62 milhões de brasileiros, segundo dados da Symantec.

Leia também: 

Linhas financeiras para todos os portes – https://bit.ly/2OdxIAw

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