Redação

CVG-SP promove evento sobre inovação em subscrição de seguros de vida

 

Por Tany Souza

Na manhã ontem, 23, o CVG-SP recebeu o IRB Brasil RE, executivos de seguradoras, autoridades e corretores do mercado paulistano para debaterem sobre a inovação em subscrição, para haver mais agilidade na atividade, sem aumentar o risco do negócio.

Alessandra Martins Monteiro, diretora de subscrição de vida e longevidade do IRB Brasil RE, falou sobre a importância da inovação para a subscrição do seguro de vida. “O mercado de seguros e resseguros está em plena mudança em relação à tecnologia, talvez seja o mercado que mais ficou para trás neste sentido, mas não podemos nos acomodar, por isso queremos discutir a inovação dentro do processo de subscrição, sem perder a agilidade e sem aumentar o risco do negócio”.

Por muito tempo se trabalhou no seguro de vida com taxas médias de idade, sendo assim pessoas mais velhas pagavam menos e as mais novas, pagam mais. “Mas o justo é a análise do risco, para que ele pague o preço justo pelo risco, porque queremos o equilíbrio para essa balança, pois sentimos esse desequilíbrio na hora de pagar o sinistro, com o erro da subscrição no começo do contrato”.

Então uma subscrição adequada, segundo ela, deve ser avaliada com exatidão e classificada apropriadamente. “O que percebemos é que no passado muitas pessoas não conseguiam contratar o seguro de vida tendo alguma patologia, mas com o avanço da medicina, com base de dados e estatísticas, já temos condições de aceitar essas pessoas, as incluindo como consumidores de seguro de vida”.

Além disso, o prêmio deve ser calculado de acordo com o estado em que se apresenta o risco, com informações corretas, e soma-se também a avaliação certa da cobertura, com consultoria para que o cliente perceba que está contratando o que é adequado para sua realidade, segundo Alessandra. “Com a subscrição adequada, as seguradoras se tornam competitivas e financeiramente mais fortes. E isso é crucial para a contínua solvência da companhia”.

Sobre a subscrição inadequada, ela reforçou que não adianta restringir ou praticar prêmios não competitivos, pois a seguradora que trabalha com preços médios, o corretor acaba sabendo que a ela aceita o risco alto com preço baixo, e isso vai trazer mais sinistros com preço alto. “Os corretores são importantes neste processo e por isso precisamos conscientizá-los sobre a importância da subscrição, pois traz uma cobrança de preço adequada e mantém a solvência da companhia”.

De acordo com a diretora, percebe-se que as seguradoras estão preocupadas em criar produtos para nichos específicos. “A tendência é as seguradoras querendo se especializar e focar em produtos específicos, o que tem acontecido com frequência, tentando se diferenciar ao pensar em determinado nicho e público”.

A evolução da tecnologia

Essa transformação agilizou o processo de estudar os clientes. “Algumas gerações querem fazer tudo online e outras querem o corretor pessoalmente tirando suas dúvidas e as seguradoras devem perceber essa diferença de abordagem. Desta forma, teremos uma subscrição mais adequada”.

Para ela, o uso das redes sociais na subscrição é fonte especial de informação sobre o perfil do segurado. “Muitas vezes, o que ele compartilha pode ser usado contra ele próprio na hora de pagar um sinistro, por exemplo”.

O Brasil tem 130 milhões de pessoas que usam a internet e gastam pelo menos 3 horas por dia dentro das redes. “Em pouco tempo, teremos um banco de dados valioso para usar na subscrição, com checagem de informação, estilo de vida, ocupação, atividades de risco, hábitos de consumo, informações financeiras. O futuro da subscrição em curto prazo passa muito por informações das redes sociais. O que está faltando talvez é conseguir automatizar isso”.

Um app a caminho

Há alguns meses, o IRB Brasil RE foi abordado por startups para apresentar um aplicativo, em formato de um aparelho pequeno, que substitui vários exames médicos. “Encosta-se o aparelho na pessoa e já entrega os parâmetros da saúde do coração, por exemplo”, conta. Segundo ela, foram utilizados modelos matemáticos para comparar com aparelhos de exames tradicionais e o resultado ficou muito próximo.

É esse app que no futuro estará disponível para o mercado. “Ele é muito bom e no futuro agilizará o processo de subscrição e quem sabe o corretor já terá em suas mãos na hora da contratação. É uma evolução que algumas seguradoras dos EUA já utilizam com bastante sucesso”.

Há também a cotação cognitiva, que é fazer a cotação de forma interativa. “Hoje o que se tem mais próximo é a “siri” do telefone, imagina ter um sistema de cotação com esse tipo de tecnologia, que faça o processo de subscrição sozinha, com o corretor falando com a máquina”, finaliza Alessandra Monteiro.

Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP, ressaltou que o mercado não pode se tornar obsoleto. “Se não corrermos, vamos ficar para trás. Quando avaliamos algumas ferramentas colocadas no mercado, de fato faz grande diferença na vida dos usuários. Se olharmos para o mundo das insurtechs hoje já passamos de 100, ou seja, o mundo está diferente e as startups estão aí para nos ajudar”.

Ele pondera ao lembrar que o mercado de seguros é muito regulamentado e burocrático, “mas não podemos perder nossa raiz com a tecnologia, temos que equilibrar as questões, administrando tudo isso e transformando a realidade”.

Alessandra Martins Monteiro, diretora de subscrição de vida e longevidade do IRB Brasil RE, fala sobre subscrição de seguro de vida.Ela participou do evento promovido hoje, pelo CVG-SP, sobre inovação em subscrição.#segurodevida #cvgsp #vida

Posted by Revista Cobertura on Thursday, August 23, 2018

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