Redação

InsureTech Connect 2018 debate o futuro do mercado de seguros com as insurtechs

 

Ainda há muitas mudanças para acontecer

Por Tany Souza

O CEO e cofundador da Lemonade, Daniel Schreiber, explicou que o rápido crescimento, automação e satisfação dos clientes é apenas o Ato 1 da Insurtech. O segundo ato está prestes a começar e promete transformar o coração do seguro.

Ele contou que na Lemonade os seguros são gerenciados do início ao fim pelos robôs. “Quando se usa bem a tecnologia, faz os clientes ficarem mais satisfeitos, pois a tecnologia chegou ao ponto que não precisa ser algo ruim, já que atualmente há altos níveis de satisfação dos clientes com robôs”.

Segundo Daniel Schreiber, o uso da tecnologia pelas companhias entrega muito mais experiência. “A aplicação da tecnologia faz entregarmos a experiência em uma fração de custos. Na Lemonade, houve uma melhora de custos de 20 vezes na busca de clientes com o uso da internet. Tivemos 50% de crescimento que é algo incrível”.

Porém, para ele, isso é somente o primeiro ato de transformação do setor. “As empresas não estão sendo mudadas somente pelo uso da inteligência artificial. A transformação que está sendo feita no mercado de seguros pode ser muito além e será”.

O segundo ato da transformação

Hoje, no mercado de seguros se tem estatísticas para gerenciar os riscos e por isso os dados colhidos se tornam o cerne do produto. “O segurado adquire uma apólice e a empresa coleta as informações. Mas milhares de pessoas possuem dados parecidos”. De acordo com o CEO da Lemonade, outros ramos, como a medicina, já conseguem dados do paciente com precisão, além de aferir a pressão, mas com outros exames que trazem dados personalizados, únicos de cada paciente.

“E o ramo de seguros atuará da mesma forma. Hoje estamos reunindo informações e temos 100 vezes mais dados do que tínhamos antes, o que muda muito nosso negócio. Em dois anos essas informações já mostram segredos”, comentou ele durante sua palestra no InsureTech Connect 2018, que acontece em Las Vegas, EUA.

Os dados sobre uma única pessoa a torna muito previsível. “No sinistro cada grupo que parece monolítico, se tornam subgrupos. Com o tempo a forma de fazer seguro continuará sendo cada vez mais diferente e não mais semelhante”.

As empresas são tão sistemas e as divergências aumentarão e em 20 anos dirá que tudo mudou.
Daniel Schreiber finaliza ao comentar que “o desafio para nós é não se acomodar com os App’s, mas é preciso prestar mais atenção no que ainda não foi revelado, pois o que vemos de mudanças no setor é somente a ponta do iceberg. Por maior que seja a transformação hoje, ainda não vimos nada, há muito para acontecer”.

LEIA TAMBÉM: 

Insurtech Connect – Mercado de seguros deve compartilhar mais informações – https://bit.ly/2zPwTst

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