Redação

CNseg entrega propostas para o setor de seguros aos presidenciáveis

 

Por Karin Fuchs

A CNseg elaborou um documento com 22 propostas que foram entregues aos candidatos à presidência da República. “São propostas muito concretas, a maioria já endereçadas. É um conjunto de medidas que está à altura da importância do setor e o objetivo é colocar o setor no centro das políticas públicas”, disse o presidente da entidade, Marcio Coriolano.

Importância que Coriolano citou em números. “O setor de seguros é um dos grandes investidores institucionais do país, com ativos de R$ 1,2 trilhão, o que representa 25% da dívida pública brasileira”. Porém, no ranking mundial, o Brasil ocupa apenas a 46ª posição em consumo per capita de seguros.

Pela oferta e manutenção de coberturas assistenciais, o mercado de seguros desonera o orçamento do Estado, e pode fazer muito mais. Exatamente por isso, o documento denominado “Propostas do Setor Segurador Brasileiro aos Presidenciáveis – 2018”, contempla uma série de recomendações, entre elas:

Novos produtos e canais de distribuição para aumentar o acesso dos consumidores; a regulação do Governo para promover a inclusão social; um novo modelo regulatório do Governo para fomentar o desenvolvimento sustentável do setor e soluções para os desafios do aumento da longevidade.

Previdência

Presidente da FenaPrevi, Edson Franco, contou que em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (FIPE-USP) foi elaborado um estudo para propor mudanças no atual modelo da previdência social, com base em quatro pilares: assistencial, um semelhante ao INSS, porém, com contribuição, um terceiro pilar baseado na capitalização e o último, previdência complementar.

“A ideia é que haja um fundo de transição para poder migrar de um sistema para o outro, com o o uso do FGTS como recurso, o que não significa que ele não continuaria sendo utilizado para outros tipos de financiamentos (como a compra de imóveis)”, afirmou o executivo, durante a coletiva à imprensa, realizada na sede da CNseg, na manhã de 3 de outubro.

Franco também falou sobre o PrevSaúde, um produto que tem como finalidade a acumulação, podendo custear o pagamento de planos de saúde ou despesas de coparticipação no período da aposentadoria. “Ele cria a disciplina para que se tenha a cultura da poupança e acreditamos que esse seja um projeto de forte apelo social”.

E sobre a importância da assistência funeral, que requer ajustes no produto. “Acreditamos que ele possa ter uma grande inclusão de clientes de menor renda. Assistência funeral pode ser uma ótima porta de entrada, um caminho para a democratização do acesso à população de baixa renda ao mercado de seguros”.

Saúde suplementar

A Presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Mendes, mencionou que entre as propostas para esse setor, estão: mudanças no modelo de remuneração, mitigar a judicialização, criação de produtos de acumulação para que as pessoas possam arcar com despesas com a saúde, a exemplo do PrevSaúde, e no modelo assistencial voltado para a atenção básica à saúde. Um dos principais desperdícios no setor é o excesso de especialidades.

“No modelo atual, o principal desafio que temos é com a escalada dos custos. Isso gera uma incapacidade de a população arcar com os reajustes. O modelo de regulação é bem fechado, o marco da saúde precisa ser modificado para atender à demanda da população e a capacidade de pagamento”, defendeu a executiva.

Capitalização como poupança

Carlos Alberto dos Santos Correa, diretor-Executivo da FenaCap, destacou a importância da capitalização como fonte de poupança, por isso, a necessidade de criação de novos produtos. “Isso amplia a capacidade de poupança e aumenta os benefícios que são oferecidos pelos títulos de capitalização”.

Microsseguros
Alexandre Leal, diretor-Técnico da CNseg, defendeu que é preciso haver melhorias nos seguros inclusivos. “Microsseguros promovem a inclusão social, já há uma regulamentação para eles, mas alguns tipos de melhorias têm que ser feitas para aumentar a oferta desses produtos, como a isenção do IOF para diminuir o valor do prêmio”.

E também na distribuição. “Estamos nos preparando para uma transição para os meios remotos para atingir a população. Precisamos criar meios que permitam a comercialização dos produtos, a exemplo de como é feito pelo mercado financeiro (meios remotos)”.

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