Seguros Gerais

Consultor financeiro analisa estudo do IBGE sobre queda de empresas no Brasil

 

Por Sérgio Tavares, Diretor da STavares Consultoria Financeira, com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Empresas pela FGV (RJ)

Um estudo recente feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que em 2016 a taxa de entrada de novas empresas continua caindo no Brasil, e é a menor desde 2008. Para piorar o cenário do empreendedorismo, foi verificado que a taxa de saída de empresas cresceu de 2015 para 2016, reforçando os impactos da crise econômica que afeta o nosso País.

Em 2016, tivemos duas péssimas notícias: a diminuição do número de empresas e do número de profissionais assalariados. Com o mercado desacelerado, as empresas sofrem com a falta de clientes e com a alta carga tributária, o que, muitas vezes, é fatal para a sobrevivência delas no mercado.

Por outro lado, o número de profissionais assalariados diminui por dois motivos: aumento do número de demissões decorrente da política de redução de custos das empresas, e aumento do número de pessoas que escolhem o caminho do empreendedorismo, optando pela criação dos seus próprios negócios.

Um grande desafio para as corporações no Brasil é sobreviver aos primeiros anos, e, em 2016, apenas 38% das empresas abertas em 2011 continuavam ativas. E o mercado perdeu quase 71 mil empresas entre 2015 e 2016. As empresas que crescem ao longo do ano, ou seja, que aumentam o seu quadro de colaboradores em comparação com a estrutura inicial, caíram mais de 18% em 2016.

O cenário econômico atual não é dos mais motivadores, exigindo que os novos governantes precisem repensar as estratégias para fazer a economia voltar a crescer, a taxa de desemprego cair e a arrecadação de impostos aumentar para que todos saiam ganhando: cidadãos e Governo Federal.

O Brasil precisa olhar com muito mais cautela para o empreendedorismo. Criando mais facilidades para novas empresas entrarem no mercado, o Governo arrecada mais, aquece a economia e gera mais empregos, além de possibilitar um maior equilíbrio no orçamento, ganhando mais fôlego financeiro para custear todos os gastos.

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