Redação

Começa em São Paulo o 12º Insurance Meeting

 

Evento traz discussões sobre o impacto da tecnologia no mercado de seguros

Por Tany Souza

As milhares de informações disponíveis hoje e como elas impactam o mercado de seguros devem ser vistos como o caminho para a disrupção do mercado. Os temas foram debatidos durante o 12º Insurance Service Meeting, promovido pela CNseg, em São Paulo.

“O setor de seguros é movido por informações. O fato é que somos bombardeados diariamente com notícias sobre muitas atualizações tecnológicas e devemos transformar essas ameaças em oportunidades para o mercado de seguros”, comenta Alexandre Leal, diretor técnico da CNSeg.

Carlos Viana, diretor executivo da FenaSaúde, diz que é necessário discutir tudo o que tem de inovação voltado ao mercado de seguros. “É interessante observar que já falamos de uma era pós-digital, mas na verdade estamos no meio do caminho, identificando as tecnologias para usar no dia a dia, como por exemplo, o blockchain que já é usado em seguros”.

Para Carlos Alberto dos Santos Correia, diretor executivo da FenaCap, o evento traz oportunidades de avançar ainda mais discutindo a nova era digital. “A capitalização está cada vez mais presente na vida dos brasileiros e queremos avançar ainda mais com a tecnologia para trazer melhorias neste setor”.

Sobre seguro saúde, José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, disse que a tecnologia transforma as pessoas e o mercado como um todo. “Na área da saúde, a informação trará benefício em primeiro lugar para pacientes, dando possibilidades dos médicos fazerem diagnósticos mais precisos, e para também ajudar os beneficiários a fazerem melhores escolhas”.

No segmento de seguro de danos, as possibilidades são gigantescas com as novas tecnologias, segundo Antônio Trindade, diretor da FenSeg. “Só levarmos em consideração a análise de produtos, ampliação de distribuição, processos internos das seguradoras, por exemplo”. Porém, segundo ele, há desafios a serem superados. “Como o impacto da nova lei de proteção de dados e como o marco regulatório atual precisa evoluir, junto com a SUSEP, para permitir que o mercado tenha maior benefício da tecnologia”.

A 4ª revolução industrial e o mercado de seguros

Renato de Castro, especialista da SmartUp Consulting Firme, falou sobre as tendências mundiais e a 4ª revolução industrial. “Uma das áreas mais impactadas e vibrantes com a tecnologia é a área de seguros”.

Segundo ele, toda a discussão de inovação está levando ao novo entendimento sobre inteligência artificial. Junto com essa nova tecnologia e algoritmos, também evoluímos na robótica, “Somado à inteligência artificial, dará em quê? Será que estamos prontos para convivermos com robô? Muito em breve começaremos a discutir quais são os direitos de um robô”.
Ele contou que, de acordo com a ONU, não é o momento ainda de regular a inteligência artificial, para não impedir o desenvolvimento da tecnologia.

Para Castro, nos próximos três anos, haverá mais de 50 bilhões de conexões. “Empresas de seguros se tornarão cada vez mais empresas de hardware. E a soma de tudo isso desenha a 4ª revolução industrial, não somente como inovação tecnológica, mas como modo de prever os sinistros”.

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