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Mercado aposta que investidores vão passar a aplicar mais na aposentadoria

 

Fonte Jornal A Crítica
Por Náis Campos

Aumento da concorrência entre bancos e segurados tem favorecido redução de taxas da previdência privada

O aumento da concorrência entre bancos e seguradoras tem favorecido a redução de taxas da previdência privada. Os bancos Itaú, Santander, Bradesco Seguros e Brasilprev (do BB) zeraram as taxas de carregamento de todos os planos neste semestre. A Caixa Seguradora iniciou o movimento e zerou as taxas de entrada nos planos em 2012. O mercado aposta que a reforma da previdência fará o investidor olhar para a aposentadoria complementar.

Essa taxa funciona como uma espécie de pedágio que o investidor paga cada vez que coloca mais dinheiro no fundo. Se o fundo tiver uma taxa de 2%, a cada R$ 100 investidos, R$ 2 ficam com a instituição financeira, por exemplo.

A notícia animou ainda mais o empresário Fábio Lúcio Costa, 52 anos, que pensou na tranquilidade para o futuro na hora de contratar um plano de previdência privada.

“Entendendo que a minha renda atual pode, sim, cair se eu pensar só na aposentadoria social, então fiz um plano de previdência complementar no sentido de que eu possa ter tranquilidade de uma renda garantida no futuro”, declara o empresário dono de uma corretora de seguros em Belém, no Pará.

E, se de fato, filhinho de peixe, peixinho é, Costa levou essa máxima para casa e não deixou de fora as duas filhas de 15 anos, que desde os quatro já contribuem para a aposentadoria privada. “O ideal seria, para o Brasil, ter a cultura do seguro, da aposentadoria privada. Em países desenvolvidos esse seguro tem início ainda quando criança, dois ou três anos de idade, para que no futuro ela tenha um bom rendimento quando se aposentar”, pontua.

Eventual necessidade

Além de pensar no futuro das filhas, o empresário paraense explica que, se houver necessidade poderá utilizar a reserva financeira para bancar a faculdade das filhas. “Pois o plano de previdência além de ser uma aposentadoria é uma espécie de poupança programada.”, justifica.

Nos casos de resgate antecipado de planos de previdência, Fábio alerta para os juros decorrentes da transação. Na opinião dele se for o PGBL (Plano Garantidor de Benefício Livre) ao resgatar se paga o imposto sobre o valor total capitalizado. “Se for VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), quando se tomar a decisão de resgate se paga imposto apenas sobre o rendimento”, indica.

Sandro Bonfim, superintendente de produtos da Brasilprev, diz que o movimento de zerar taxas é resultado do avanço do mercado. “Quando o mercado ganha escala e cresce, aumenta a competição e ele começa a ter preços cada vez menores.”

Jorge Pohlmann Nasser, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, diz que as taxas de carregamento eram usadas como instrumento para pagamento de comissão pela venda da previdência privada.

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