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A difícil missão de ser empresário no Brasil

 

*por Daniel Toledo

Infelizmente, os últimos acontecimentos são um verdadeiro convite para que se faça um contraponto. Não adianta tentar tapar o sol com peneira, afinal, não vejo sentido em comentar o que há de diferente em outros países, enquanto no Brasil se abre um abismo de divergências quando comparado com outros lugares.

Mas acredito que quando as pessoas realmente tomarem consciência e começarem a agir de verdade, talvez possamos desenhar um novo cenário político. Recentemente, li um texto que fala sobre a Lei 13767 de 2018, que altera o artigo 473 da CLT. Inclusive, gostaria de destacar que, segundo o meu entendimento, não acho que a CLT resguarde direito de trabalhador, mas que foi criada com um único propósito político para angariar votos para uma determinada situação política e que na verdade desequilibra e causa uma grande injustiça em todo o sistema empresarial, financeiro e econômico.

Alguém sempre vai pagar a conta, porque são inúmeros processos que esbarram em diversas questões recaindo sobre a classe média. O empregado é a força motriz e quem sustenta o país são as empresas que geram empregos, impostos, riquezas e uma série de outras situações.

Infelizmente o poder político do Brasil é refém de votos de pessoas mais poderosas, que sustentam uma massa insana. Mesmo quem é contrário a causa, seja ela qual for, acaba cedendo em diversas negociações políticas que, inclusive, estão acontecendo hoje. Desde pequeno ouço que o Brasil é o país do futuro. Entra e sai presidentes que precisam “entrar no jogo” porque do contrário ele não governa.

Vamos a minha indignação. A lei 13.767 de 2018 permite que o funcionário não permaneça na empresa, ou seja, que ele falte em seu dia de trabalho de forma justificada, sem desconto de salário, três vezes ao ano, para fazer exame preventivo de câncer.

Conversei com quatro médicos que me informaram que o exame preventivo de câncer é uma vez ao ano. Em casos onde haja uma situação prévia ou iminente, o exame deve ser feito a cada seis meses. A partir desta brecha, a probabilidade de pessoas interessadas em passar por tal procedimento, apenas para conseguir um dia de folga, é algo espantoso. E é o que vai acontecer.

Vocês percebem onde está o verdadeiro câncer? A cada hora há novas questões que fazem com que os colaboradores trabalhem menos. Isso é uma cadeia tão viciosa e corrompida, além de destrutiva, porque faz com que o país estacione. Quando parece que vai andar, para de novo porque existe uma politicagem para conceder migalhas para se conseguir votos e consequentemente o poder, o qual não sabemos como é gerido, administrado e devolvido para a população.

*Daniel Toledo é advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami.

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