Redação

Tokio Marine realiza coletiva sobre seguro agro

 

Executivos contam o posicionamento da companhia e os novos produtos

Por Tany Souza

Durante evento promovido ontem, 28, em São Paulo, o diretor executivo, Felipe Smith, e o gerente de produtos agro, Joaquim Neto, contaram o posicionamento da Tokio Marine no setor e as novas ações para atuar neste mercado.

Smith falou que a companhia está presente em 38 países e que em 2018 houve um investimento com a contratação de mais de 200 profissionais. “O crescimento da seguradora é maior que a média do mercado, na questão de prêmios e resultados”. Segundo ele, em 2018 a companhia registrou R$ 5,15 bilhões em prêmios emitidos, teve um crescimento de 7,9%, enquanto o mercado evoluiu 6,1%, e teve um lucro líquido de R$ 331,3 milhões.

O executivo contou também que houve investimento em inovação, corretores e assessorias. “Escutamos muitas sugestões para melhoria de produtos e serviços, e estamos sempre à disposição para ouvir e conversar com quem vende”.

Ele diz que a Tokio está bastante otimista em relação a 2019. “Estamos nos baseando no ano passado e queremos melhorar o que fizemos. Crescemos nas carteiras de transporte, D&O, PME, riscos nomeados e riscos de engenharia, que tivemos destaque mesmo não tendo muitas obras”.

Agronegócio

Felipe Smith observa que, olhando o PIB, o Agro representa 21,6% do PIB do Brasil, onde há a pecuária e o agricultura, que é de 70%. “O Brasil sempre cresce neste segmento. Mesmo com crescimento não muito forte do PIB, com 1,2% em 2018, o Agro teve crescimento de 4%, com relação a 2017, o que corresponde a R$ 1,4 trilhão”.

A Tokio Marine entrou no mercado primeiro com os produtos para soja e milho, em 2017, em algumas regiões do Brasil. “Temos uma estratégia de longo prazo, por isso, entramos com calma no mercado com os produtos, para entender o mercado. E agora entramos com produtos mais abrangentes, com outras culturas”.

Segundo ele, houve crescimento de 700% de área segurada, em 2006, quando o governo começou a fazer a subvenção, e ano passado, com a subvenção federal de R$ 370,8 milhões. “Isso tem ajudado a alavancar as áreas plantadas no Brasil, principalmente os pequenos e médios produtores, que precisam da ajuda do governo”.

O Brasil tem potencial muito grande para crescer o seguro agro, segundo Smith. “Nos EUA há 90% do país coberto pelo seguro agrícola e no Brasil apenas 10%. Há espaços para crescer e o próprio investimento nas terras seguradas. Hoje a maior concentração de seguro agro no país é na região sul”.

O mercado de safra, segundo ele, teve um crescimento de quase 6% o seguro Safra e já há R$ 2 bilhões de prêmio de seguro somente neste mercado. “Nossa expectativa é o crescimento nesta área. Fizemos R$ 8 milhões em prêmios no ano passado, em safra, com participação de 0,4% da Tokio no segmento agrícola.

Como Safra era um produto desconhecido, entramos devagar, olhando e observando a receptividade dos corretores e por isso hoje trouxemos Joaquim desde agosto, porque realmente acreditamos que o mercado é importante.

Temos expectativa para 2019 de 20 milhões em prêmios, o que ainda é modesto quando olhamos o mercado potencial. Nossa estratégia é estarmos entre as quatro maiores no segmento em três anos”.

O mercado e o corretor de seguros

O seguro agrícola existe para garantir os riscos nas mudanças climáticas. “O agricultor fica mais tranquilo em relação aos eventos climáticos quando tem um seguro agrícola e é um benefício para a cadeia toda do agronegócio. Em uma safra ruim o agricultor pode demorar até três anos para retomar a atividade normal e com o seguro em 30 dias realizamos a indenização e ele continua a sua produtividade nas mesmas condições”, explica o gerente de produtos agro, Joaquim Neto.

Ele complementa, “estávamos presentes somente em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, agora ampliamos a atuação para todo o país. Algumas regiões há alternativa de culturas e por isso expandimos para mais de 70 culturas, de inverno, de verão, já que o universo Brasileiro é muito rico em produção”.

Nesta inovação, a companhia construiu uma ferramenta que os corretores podem usar de forma fácil, ágil e simples, que pode usar os três produtos dentro da mesma plataforma, facilitando a vida do corretor.
“Que são seguros de multirisco custeio, o seguro de multirisco produtividade e riscos nomeados. O de custeio cobre o valor da produção, aquele que precisa para custear a atividade, então os insumos que adquire, como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas, e depende da colheita para verificação destes prejuízos”.

No seguro produtividade tem um valor maior garantido. “Não se detém somente ao custeio, mas à produção do agricultor, também dependendo da verificação da colheita”. E no seguro de risco nomeado, “ele escolhe os principais eventos climáticos da região ou da cultura que tem interesse, precisa avisar o sinistro quando ocorrer, acontece a análise e se define o percentual de perdas, e muitas vezes não precisa aguardar a colheita para definição dos prejuízos”, esclareceu Neto.

Há também alguns diferenciais para o corretor, para que ele atenda melhor o agricultor. “As três modalidades dentro do mesmo sistema. Além disso, aceitamos dentro da apólice a divisão que ele faz da propriedade para o plantio, pulverizando o risco dele, e cada divisão é um risco na apólice e o nome que damos para isso é talhões. A maioria dos produtos no mercado, faz a média da propriedade, e muitas vezes ele tem a perda, mas não tem indenização. Então isso é um avanço para o agricultor”.

Há também no mercado uma análise do IBGE, que o mercado todo utiliza, da produção agrícola por cultura e município. Mas nesta média há agricultores de alta tecnologia e de baixa, que muitas vezes não mostra o que seria o melhor cliente para a companhia. “Por isso, desenvolvemos um sistema que tem quatro perguntas simples, se ele usa pacote tecnológico, qual o maquinário que utiliza, o tipo de solo e se tem irrigação ou não. Essas questões podem fazer um upgrade no nível de cobertura ou na produtividade deste agricultor”. Além disso, há a facilidade do envio de documentos, “como a proposta, o croqui da propriedade, a divisão das áreas, consegue fazer o desenho da propriedade dentro da ferramenta”, ressaltou Joaquim.

O produtor ainda pode dividir em até seis vezes sem juros do seguro “e para o corretor fazemos a antecipação da comissão, logo depois da transmissão, com o pagamento das primeiras parcelas, já recebe a comissão de todo o seguro, o que facilita o fluxo de caixa”.

O gerente explica que a companhia está ampliando a ação com os corretores. “Entendemos que onde os riscos estão é onde temos que estar, por isso realizamos muitos treinamentos, para mostrar a melhoria de produto, não somente para aqueles que já tem conhecimento, mas esse é um produto que estamos treinando bastante aqueles que não são especialistas”.

Subvenção

O volume de subvenção é muito importante para o agricultor. De modo geral, o mercado, antes do subsídio, gerava de R$ 20 a R$ 50 milhões de prêmio no Brasil, entre 2000 a 2005, depois esses números alcançaram esses R$ 2 bilhões em prêmio. “Esse crescimento aconteceu por conta deste subsídio. De modo geral, os agricultores que tem maior risco, há maior interesse de fazer o seguro e no passado as seguradoras não tinham resultado positivo, porque aumentavam a taxa, mas o agricultor contratava o seguro e gerava um ciclo vicioso. Com o subsídio, houve redução do culto do seguro para o agricultor e mais produtores entenderam ser positiva a contratação do seguro”, explicou o gerente de produtos agro, Joaquim Neto.

Houve uma ampliação deste valor da subvenção federal. O executivo explicou que, no ano passado, foi de R$ 370 milhões e esse ano o que se prevê é de R$ 440 milhões. “Mas o que se tem noticiado do governo é que os agricultores precisam de mais recursos para amparar suas lavouras com seguro. Noticiam crescimentos importantes para o ano que vem e chegam a citar R$ 1 bilhão. No ano de 2014 o valor utilizado chegou a R$ 700 milhões, ou seja, já foi maior do que é hoje, mas está em movimento de crescimento”.

Existem algumas regras para que o agricultor utilize a subvenção, segundo Neto. “Não pode ter nenhuma inadimplência de tributos, senão o estado não aceita a fazer. Além de ter um limitador por CPF que de até R$ 72 mil, que é o valor do subsídio, que está na faixa de 35% do prêmio. Já foi de 50% para algumas culturas ou regiões, havia variações, mas hoje o universo que busca seguro é maior do que o recurso disponibilizado”.

Temos que lembrar que o número que citamos de áreas seguradas nos EUA, por exemplo, o programa de subvenção lá já tem 40 anos, com amplitude maior. “Os países que têm agricultura como um pilar da economia usa desta prática de subsídio, por isso, entendemos que é necessário e deve haver um crescimento”, finaliza o gerente.

O executivo comenta da coletiva e dos produtos lançados pela companhia em seguro Agro.

Posted by Revista Cobertura on Thursday, February 28, 2019

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