Redação

Affinion apresenta estudo sobre crimes cibernéticos

 

Proteção digital é uma ferramenta para empresas e seus clientes

Por Tany Souza

Quanto mais cresce o uso da internet e de todas as suas ferramentas, mais as empresas e as pessoas podem sofrer um crime cibernético. Mas será que os usuários estão preocupados com essas ameaças? Sabem se proteger? E as empresas, sabem qual o seu papel na proteção de dados dos seus clientes?

O estudo da Affinion International “SOS para Crimes Cibernéticos” realizou pesquisa em 12 países e com 13 mil consumidores, para descobrir o que eles realmente sabem e sentem com relação aos crimes cibernéticos, suas atitudes para lidar com esse problema e em quem elas confiam. A pesquisa focou os principais tipos de crimes cibernéticos que afetam as pessoas. Alguns são mais predominantes e conhecidos do que outros, mas todos podem ter consequências potencialmente devastadoras.

Segundo Cesar Lins de Medeiros, country manager Brazil da Affinion, “o produto de proteção cibernética está funcionando de maneira diferenciada e estamos prevendo esses crimes cibernéticos para as empresas e seus clientes”.

Alexandre Primo Battaglini, diretor de produtos e marketing da unidade de negócios customer engagement solutions da Affinion, disse que a companhia entende que a proteção cibernética é uma forma das empresas fidelizarem seus clientes. “Somos mais de 55 milhões que fazem compra online, 80% pertence às classes C, D, E. Por isso, a proteção cibernética é uma proteção sem volta”.

Segundo ele, o estudo é o primeiro global sob a ótica do consumidor, sobre o que ele pensa, se conhece e se está preparado. “O brasileiro é o povo mais preocupado com ataques cibernéticos e 90% dos entrevistados demonstram essa preocupação. Isso porque a atividade online é uma realidade diária, não temos mais nossa vida física e digital, estamos muito conectados”.

De acordo como o estudo, quando trazemos os dados do Brasil, o brasileiro é o que mais utiliza as mídias sociais. “O que preocupa mais o brasileiro é o crime cibernético, mais que os demais tipos de crime, como o de furto. Por ele ser o mais ativo, tem consciência do risco e se demonstra muito preocupado”.

Mas esse consumidor consciente dos seus riscos sabe se proteger? Uma das partes da pesquisa questiona tecnicamente para entender se o consumidor tem noção de segurança online. Tanto que uma das perguntas é se ele sabe que o domínio HTTPS significa um site seguro. “46% das pessoas dizem que isso é verdade, o restante não sabe ou dizem que é falso”.

Segundo o levantamento, os consumidores não confiam na sua capacidade de se proteger contra os crimes cibernéticos e suas consequências. Apenas 25% dos entrevistados confiam na sua capacidade de resolver problemas decorrentes de um crime cibernético.

Isso abre uma janela de oportunidades para que as empresas ajudem seus clientes a lidar com as ameaças e outras questões cibernéticas. “A maioria diz que o item que mais incentiva a adquirir um produto ou renovar um serviço, é quando se trata de algo que o ajuda a se proteger de ataques cibernéticos. O que tudo isso significa é que proteção cibernética é uma grande oportunidade de a companhia engajar com seus clientes, pois os níveis de preocupação são altíssimos, mas eles não estão prontos para lidar com esses problemas”, comenta Primo Battaglini.

Nova lei sobre crime cibernético

Leonardo Palhares, presidente da Câmara-e.net, disse que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é 95% parecida com a legislação europeia (GPDR), porém com alguns detalhes que é preciso reforçar. “A primeira coisa que todos devem entender é que tem duas coisas na lei brasileira que é necessário enfatizar. No artigo 46, por exemplo, fala que se criou a responsabilidade por adoção de medidas contra ataques ou falhas cibernética. Proteção não é somente mecânica, pois mais de 80% de vazamento de dados que já aconteceram foi por falha humana”.

O segundo dado importante, segundo Palhares, é que se criou a obrigação de avisar o vazamento de dados. “O que deve mudar muita coisa aqui no Brasil, pois as empresas precisam estar preparadas sob o ponto de vista de fluxo. Qual o plano que se tem caso ocorra um evento de segurança? É preciso entender onde ficam os dados, quantos e quais as pessoas responsáveis. É necessário fazer a racionalização dos riscos”.

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