Redação

Jayme e Bruno Garfinkel comentam sobre processo sucessório para comando do Conselho de Administração da Porto Seguro

 

“Estou entregando uma filha que criei (Porto Seguro) para um outro filho cuidar”, destaca Jayme Garfinkel

Por Camila Alcova

Jayme e Bruno Garfinkel

A Porto Seguro anunciou que Jayme Garfinkel, que está na seguradora desde 1972, deixará a presidência do Conselho de Administração da Companhia, que será assumida por seu filho, Bruno Garfinkel.

Em entrevista exclusiva para a Revista Cobertura, os executivos comentaram sobre as etapas desse processo e compartilharam alguns projetos.

Em um balanço de sua trajetória na seguradora, Jayme Garfinkel comenta que se sente muito feliz pelo ciclo que encerra. Ele recorda que quando começou a trabalhar na seguradora, a Porto contava com 200 funcionários e era a 44ª no mercado. Outros fatores mencionados por ele foram as dificuldades enfrentadas após a perda do pai, Abrahão, e outros problemas que foram superados. “Crescemos e chegamos ao que a companhia é hoje”.

Garfinkel comemora os resultados alcançados em sua carreira e acrescenta que passar a presidência do Conselho de Administração para Bruno significou bastante exigência com ele e com o filho. “Estou entregando uma filha que criei (Porto Seguro) para um outro filho cuidar”, comenta ele, ao mencionar que a filha Ana Luiza Garfinkel, que passa a fazer parte do Conselho, também será responsável por essa tutela.

Sucessão

O processo prepatório de Bruno para a sucessão de Jayme Garfinkel teve início há dois anos. De acordo com Jayme, o Conselho criou um grupo especial de transição, que se reunia semanalmente para a discussão dos temas necessários. “Temos também um consultor que acompanha o Bruno e a Ana Luiz desde 2004”, comenta.

Tendo acompanhado todo esse processo de perto, Jayme também se dedicou a uma avaliação constante sobre o preparo do filho. “Houve muita avaliação de minha parte para chegarmos à conclusão de que ele assumiria esse cargo com vantagens para a companhia em relação a mim. Acredito que ele trará mais novidades, inovações que são importantes para esse momento da companhia”, pontua.

Projetos

Às vésperas de um período de férias, Jayme Garfinkel pretende continuar sua atuação no Instituto Ação Pela Paz, que realiza trabalhos sociais voltados a ex-presidiários, está envolvido com outros projetos e pretende também dedicar mais tempo para sua fazenda. “Por outro lado, estarei sempre à disposição do Bruno, do Roberto (Santos, presidente da seguradora), dos funcionários e corretores quando for necessário. Meu escritório particular está em frente à companhia”.

Desafio de sucessão

Para Bruno Garfinkel, uma sucessão desse tipo significa um desafio grande, que exige muito preparo. Nesse sentido, ele lembra sua trajetória profissional e ressalta o trabalho, convivência e aprendizado com os colegas, o pai e os corretores de seguros. “E sempre ouvindo mais do que falando. Agora, mais uma vez, acredito que seja um momento de aprendizado. Ao invés de acreditar que estou totalmente pronto para esse desafio, é o momento de fazer mais reflexões, ouvir mais pessoas, me colocar à disposição e aprender com os colegas”.

Para essa empreitada, ele destaca a relação com o presidente da seguradora, Roberto Santos, com quem trabalha desde que ingressou na Azul Seguros, em 2004. Além disso, Bruno cita a afinidade com os demais diretores do corpo executivo. “Eu senti um apoio muito grande (com a sucessão). Todos estão sendo acolhedores e querendo ajudar. Isso é um privilégio muito grande”, reconhece.

Tendências de mercado

Na visão do executivo, o mercado de seguros, assim como as demais indústrias, enfrenta o desafio das transformações digitais, mudanças inevitáveis e que exigem adaptação. “Todo dia deve ser feito algo para que estejamos alinhados com as mudanças que ocorrem no mundo. O desafio agora é fazer uma auto-crítica e avaliação se estamos fazendo o que deve ser feito, todos os dias”, pondera.

Corretores de seguros

Os executivos finalizam a entrevista com uma mensagem especial aos corretores. “A companhia se fez, desde o início, pelo apoio dos corretores. Em todos esses anos, até em momentos críticos, os corretores sempre confiaram na gente. Para mim, os corretores significaram a construção da companhia”, define Jayme Garfinkel.

“Em 2007, quando voltei do Rio de Janeiro para assumir a diretoria comercial em São Paulo, fui muito bem recebido pelos corretores, fiz amigos. Corretores grandes, pequenos, médios…todos participaram da minha história. Depois, fui para a área de sinistros e sempre houve muito bom senso no trato dos corretores, que sempre defenderam a companhia. Só tenho a agradecer pelo apoio que tive para a construção da minha carreira até aqui e dizer que fui educado dentro desse critério de valores, que tem o corretor de seguros como um pilar. Faz parte do que acreditamos e pretendemos, com o aconselhamento do meu pai, e o meu trabalho, dar sequência a isso”, confirma Bruno Garfinkel.

 

 

  

 

  

 

 

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