Auto & Serviços

Setor automobilístico deve crescer, mas ainda enfrenta desafios

 

Volume de produção da indústria automotiva ainda está abaixo do começo da década

São Paulo – Esta semana é de apresentação de indicadores e de eventos com potencial de impacto nos preços dos ativos. No caso do exterior, vamos conhecer dados de vendas no comércio varejista na União Europeia, hoje, e de criação de empregos nos EUA, amanhã. Em termos de inflação, os destaques são o PPI e o CPI norte-americanos nos dias 9 e 10, respectivamente. Finalmente, no Brasil, os destaques são o resultado do Copom e o IPCA, na quarta e na sexta-feira, respectivamente. Indicadores de atividade seguem também no foco, em especial os da Anfavea, com dados da indústria automotiva no dia 7, e das vendas no varejo, dia 9.

Quanto à divulgação da Anfavea, há indícios de tendência de recuperação da produção do setor. Afinal, a média móvel trimestral da produção de veículos até março apresenta crescimento de 5,1% em termos dessazonalizados ante o trimestre imediatamente anterior. A média móvel trimestral dessazonalizada das vendas de veículos até abril aponta alta de 6,4%. Sem dúvida, são sinais de recuperação da indústria automotiva na margem.

Mas isso não significa céu de brigadeiro para o segmento. Vale comentar que pese essa recuperação, a produção de autoveículos ainda está 23% abaixo do pico de produção atingido no começo da década. No caso de caminhões e ônibus, a fabricação atual ainda está 53% e 44% aquém do volume produzido no ano de 2011. A depender do ritmo da atual recuperação, a produção de veículos só atingirá o mesmo volume de 2011 no início de 2023.

Além disso, o percentual de vendas diretas, como negociações de grandes volumes com desconto entre montadoras e frotistas ou locadoras, vem aumentando. Essa modalidade chega a 46,8% das vendas do setor, desde 23% no início da década. Essa tendência ocorre em detrimento da margem de lucro das montadoras.

Por fim, cabe também mencionar que o setor observa tendência de aumento de estoques desde meados de 2018, tanto nas montadoras, como no varejo. Os estoques atuais são os maiores desde o final de 2015. Parte desse aumento de estoques coincide com a redução das vendas externas, afetadas pelas menores importações da Argentina.

Em resumo, a produção do setor automobilístico apresenta sim tendência positiva. Mas está aquém do potencial, o acúmulo de estoques não favorece essa recuperação e suas margens estão pressionadas. Para frente, esperamos novas adversidades. Sem dúvida, um cenário desafiador.

Empresas e setores: A força dos ventos

É questão de tempo para que novas fontes renováveis ganhem cada vez mais espaço no setor de geração de energia. Atualmente, observamos impactos climáticos, pressões por novas tecnologias e pela redução das emissões de carbono.

A energia éolica é uma das mais antigas fontes. Ela vem se expandindo na matriz energética brasileira desde o primeiro leilão, realizado em 2009, e hoje já é a terceira maior fonte de energia no país. No final deste ano, deverá ser a segunda maior, perdendo apenas para fontes hidrelétricas, conforme dados da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

A expectativa para investimentos em energia continua positiva. Dados divulgados pela consultoria Deloitte indicam que o BNDES disponibilizou aproximadamente R$ 25 bilhões em 2018 em créditos para o setor, o que representa 62,8% dos financiamentos para o setor de infraestrutura. Ainda que ocorra uma redução nos recursos disponibilizados pelo banco de desenvolvimento, a perspectiva é que, neste ano, o mercado demande um volume maior de financiamentos por debêntures de infraestrutura.

Um dos fatores que impulsiona o desenvolvimento do setor de energia é a necessidade de diversificação de suas fontes. Hoje, a dependência de geração hidrelétrica ainda é muito alta, representando 64% do total gerado. Dessa forma, o cliente final fica exposto a variação de preços oriundas de limitações desta fonte.

Conforme divulgado pela Aneel, a previsão hidrológica indica que as médias históricas de produção hidrelétrica para maio serão mantidas, refletindo a diminuição das chuvas. Com a perspectiva apontada, o órgão regulador anunciou que haverá mudança na bandeira tarifária, passando de verde para amarela. Dessa forma, será cobrado R$ 1 a mais na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora. Logo, o consumidor será impactado pela sazonalidade característica das hidrelétricas, que compõe majoritariamente a matriz energética brasileira. Sem dúvida, a força dos ventos é bem-vinda.

Gestão: Reforma em banho-maria e indústria em marcha-ré

Cresce nos corredores do Congresso e, sobretudo entre expoentes do Centrão, a percepção de que aprovar a reforma da previdência dos sonhos do ministro Paulo Guedes – aquela com economia de pelo menos R$ 1 trilhão em dez anos – é entregar o ouro ao presidente para sua reeleição.

Da boca para fora, todos em Brasília querem que a economia cresça, mas nem tanto. Como se crescer o PIB fosse algo automático, a ocorrer pelo simples aperto de um botão ou da aprovação de uma emenda constitucional, livre de risco. Enquanto o Parlamento conta com o crescimento duvidoso como certo, ponderando se não seria melhor desidratar a reforma, a produção industrial retraiu, em março, 1,3% na passagem mensal e as projeções para o PIB de 2019 recuam continuamente, já havendo quem veja possibilidade de recessão.

A área econômica, sentindo a pressão, corre contra o tempo para impedir que as expectativas naufraguem, desengavetando estudos e medidas que, em princípio, seriam aplicados apenas após a aprovação da reforma da previdência. Toda ajuda nesse sentido será bem-vinda, desde que venha logo. E por enquanto está vindo. Com efeito, a economia americana criou em abril 263 mil postos de trabalho, contra 190 mil esperados, confirmando seu bom momento, enquanto o FED, cauteloso, se absteve de assumir viés na política monetária.

Com as duas maiores economias mundiais ainda firmes, há pouco espaço para pessimismo, de modo que o S&P 500 avançou 0,2% na semana e opera próximo das máximas, enquanto o Ibovespa recuou 0,2%. A moeda norte-americana avançou 0,2% no mesmo período, e os DIs devolveram prêmios de forma generalizada ao longo da curva, com variações maiores para os vértices intermediários.

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