Redação

Novo presidente da FenSeg, Antonio Trindade defende a redução do Estado na atividade seguradora

 

Por Karin Fuchs

Na cerimônia de posse dos conselhos, presidentes e diretorias da CNseg e Federações para o próximo triênio 2019/2022, realizada em São Paulo, na noite de 9 de maio, o novo presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Antonio Trindade discursou sobre um novo momento favorável para o setor de seguros.

“Novos investimentos em projetos de infraestrutura e concessões trazem um quadro animador para o nosso setor. Carteiras como risco de engenharia, garantia e transporte de mercadorias, propriedades, automóveis, entre outras, podem ser beneficiadas com a retomada do crescimento”.

Ele lembrou que, somente em 2018, o segmento de seguros gerais retornou à sociedade cerca de R$ 36 bilhões, apenas na forma de indenização. “E este segmento vem ampliando significativamente a sua oferta de produtos, o que mostra uma clara demanda da sociedade para novos tipos de proteção”.

Trindade defendeu que o avanço dos modelos regulatórios e o incentivo à aquisição de seguros são premissas fundamentais para que o setor de seguros colabore na tarefa de proteger o patrimônio, a renda e o futuro dos brasileiros, além de criar um ambiente mais favorável para os negócios no país.

E como plano de trabalho da FenSeg para os próximos três anos, o executivo falou sobre o combate à comercialização irregular de produtos tidos como seguros. “Continuaremos incentivando a modernização e a oferta de seguros para automóveis. Neste caminho, é fundamental o desenvolvimento de novos produtos e intensificar os esforços no combate da comercialização irregular de seguros”.

Também é foco da Federação incentivar o desenvolvimento de seguros para o segmento corporativo, com produtos que atendam as diversas indústrias e projetos de investimentos. Por fim, Trindade falou sobre a importância em reduzir a presença do Estado no setor e a necessidade da cultura dos seguros.

“É preciso avançar na desregulamentação do setor, na diminuição do Estado na atividade seguradora. E o Brasil carece de uma cultura securitária consolidada, de forma que seja indispensável na percepção do consumidor. A educação securitária é o ingrediente básico para fomentar esta cultura”.

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