Redação

Presidente da Fenacor diz que é necessário o combate urgente do mercado ilegal

 

Por Karin Fuchs

Em entrevista exclusiva à Cobertura Mercado de Seguros, na noite de cerimônia de posse dos conselhos, presidente e diretorias da CNseg e Federações para o próximo triênio 2019/2022, realizado em São Paulo, 9 de maio, Armando Vergilio, presidente da Fenacor, defendeu a necessidade do combate ao mercado ilegal e falou sobre a renovação dos executivos das entidades do setor.

“Nós estamos diante de uma nova realidade, de um novo governo com uma nova ideologia de direita, um governo liberal e evidentemente muitas coisas irão mudar. Obviamente, haverá impactos no mercado de seguros e é um momento para fazermos uma reflexão sobre as oportunidades e desafios que estão vindo, como na reforma da previdência, o que mudará não somente as oportunidades para este setor, mas mudará para todos”.

Novo governo

Com relação ao novo governo, Armando Vergílio disse que ainda não foram ditas quais são as propostas para o setor de seguros, mas que é certa a fusão da Susep com a Previc. “O mercado regulado é complexo e por mais que se tenha uma tendência liberal, é preciso imaginar que quando se trata dos direitos individuais de longo prazo, da economia, é preciso ter cuidado, pois o mercado é regido por regras bem definidas, o que no Brasil tem sido benéfico. Passamos por algumas crises e o mercado tem crescido e se desenvolvido”.

Ameaças

De acordo com Vergilio, “existem ameaças e aquilo que não se sabe se é ameaça ou oportunidade. Como a questão do digital, as insurtechs, que ninguém sabe aonde isso irá levar, mas sabemos também que é um processo que não irá parar. Mas há outras ameaças que são mais perceptíveis, que é o mercado marginal”, alerta.

Descuido

E segundo ele, não se trata mais apenas das associações de proteção veicular. “Eles já estão em outro patamar, com o fiança, o vida, saúde e a proteção patrimonial. Nós descuidamos, porque há uma máxima que todo espaço vazio será ocupado. Foi um conjunto de erros, faltou produto, faltou interesse em certos tipos de seguros e faltou combate a este mercado marginal”.

Em sua opinião, este é um cenário adverso que se não for enfrentado com a energia e com a contundência que deve ser, vai trazer muito mais prejuízos, não somente para o setor, mas para a sociedade. “Acho que este é o grande desafio que precisa ser resolvido, pois ele é imediatista”.

Nova diretoria da CNseg

Sobre a posse dos executivos da CNseg e Federações, Vergilio diz ver com bons olhos a renovação, acompanhada pela permanência do Marcio Coriolano, à frente da CNseg. “E o que precisamos é sinergicamente caminharmos juntos. Corretores e seguradores nunca estiveram em lados opostos, os nossos interesses são comuns. Existe uma convergência muito grande e precisamos somar forças para podermos enfrentar as ameaças e construir o diálogo com o governo para podermos avançar”.

Novos horizontes

Na opinião de Vergílio, há excelentes coisas que podem ser feitas, como o PrevSaúde, projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora está no Senado. “Ele trará um novo horizonte para o mercado de seguros, para os corretores, seguradores e principalmente para os consumidores. E para o governo, pois aliviará muito a saúde no futuro”.

Distribuição via corretores

Armando Vergílio também falou sobre a importância dos corretores de seguros e a necessidades de eles acompanharem as mudanças. “Os corretores de seguros são o principal canal de distribuição, mais de 85% dos seguros são distribuídos por eles e isto não acabará. Porém, o corretor que não quiser investir e se atualizar tecnologicamente ficará para trás, enquanto o mercado será crescente”.

O presidente da Fenacor mencionou ainda a necessidade das seguradoras inovarem com a criação de novos produtos. “O mercado de seguros é ‘pior’ que o de medicina, tem que estar em constante estágio de atualização e aprendizado. E nós precisamos de novos produtos e para isto é preciso ousadia das seguradoras em inovarem”.

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