Redação

ANSP discute agronegócio com setor de seguros

 

Executivos de seguradoras e de entidades participaram de reunião

Por Tany Souza

Ontem, 15 de maio, executivos de seguradoras, cooperativas e associações discutiram o agronegócio com foco no setor de seguros, durante a Reunião da Cátedra de Agronegócio da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP).

Durante o encontro, alguns assuntos foram amplamente debatidos como o conceito do subsídio do governo, a política agrícola, seguro transporte, seguro rural, a falta de cultura dos produtores, a relação entre eles, as cooperativas, as associações, bancos e seguradoras, além da importância deste seguro e o futuro do país e do mundo em relação ao agronegócio e o seguro como solução de sustentabilidade de todo o sistema.

Segundo Jorge Eduardo de Souza, coordenador da cátedra de agronegócio da ANSP, há dois grandes problemas em relação ao seguro agro e o subsidio. “O primeiro é a forma que o seguro foi introduzido no mercado, a cultura errada está enraizada. Aconteceu uma entrada mal feita do produtor no seguro, ele tem que enxergar o seguro como uma proteção necessária, que qualifica sua reputação e não simplesmente para ‘pegar’ o dinheiro”.

Para ele, outro problema é que o produtor precisa entender quem é a seguradora e o produto. “Eles compram seguro e não sabem o que estão comprando. Devemos pensar na produção e na reputação da companhia. Temos que entender qual o perfil da seguradora. Então, temos que mudar a cultura do seguro, porque é uma relação bilateral”. E Jorge Eduardo de Souza ainda continua ao dizer que “há 10 milhões de pessoas que trabalham no agronegócio. É muita gente que precisa começar a entender o seguro, e isso é um fato continuado e efetivo”.

A política agrícola também foi um assunto enfatizado. Para o coordenador da cátedra de agronegócio da ANSP, ela tem que ser vista em longo prazo. “Ficamos brigando desde o dia 06 de novembro para a elevação dos limites da subvenção do agronegócio, pois não sabíamos quanto seria esse ano. E felizmente foi liberado R$ 1 bilhão para subvenção do seguro rural”.

Mas ele ressalta que essa inconstância não é positiva para os negócios agrícolas. “E as políticas são assim, elas não são continuadas. Como eu, empresário europeu venho para o Brasil com tantas incertezas. E nós também com os mesmos problemas: terei dinheiro, seguro, crédito, insumo transportador? Por isso, tem que ser vista como um plano de longo prazo, e um plano de país, de estado, por uma década, pelo menos. Tem que ter uma linha definida”. Para ele, desta forma, o seguro se fortalecerá quando houver regulamentação, políticas mais claras, definidas, envolvendo o seguro.

Jorge ressalta que o agronegócio precisa acordar. “Há alguns segmentos do agro organizados, inovadores. Mas há aqueles que ainda trabalham com ferramentas básicas. O contraste é muito violento, o que nos mostra que há espaço para crescer e melhorar ainda mais, mas exige que haja tratamentos diferenciados e não protecionistas, justos e eficazes, trazendo resultados”.

O evento ainda trouxe discussões econômicas sob os olhares do consultor Luiz Antonio Pinazza, da (Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG); do executivo Geraldo Mafra, da ANDAV (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários) e de Pedro Rodrigues Alves Silveira, da cooperativa OCESP (Organização das cooperativas do Estado de São Paulo).

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