Redação

Superintendente da Susep reforça que órgão quer se manter próximo do setor

 

Solange Vieira ressalta que a autarquia não deve agir apenas como agente de fiscalização, mas auxiliar o mercado para mudanças necessárias

Por Camila Alcova

A atual superintendente da Susep, Solange Vieira, que assumiu o cargo recentemente, reforçou durante evento promovido hoje, 29, em São Paulo, que o órgão tem o objetivo de se aproximar e auxiliar nas mudanças necessárias para o setor, além de manter uma postura independente e que vise o bem-estar dos consumidores.

Ela esclareceu que sua gestão pretende manter uma linha de negócios de incentivo à concorrência e crescimento. “O setor público está no mercado para isso: condicionar o crescimento da economia e, como consequência, gerar emprego e desenvolver o país”.

Nesse sentido, a superintendente explica que a produtividade deve ser a tônica dos próximos anos, apesar do cenário de crise fiscal do País.

Ela pondera que durante muito tempo a Susep atuou fortemente como executora de normas e agente de fiscalização, sendo que é necessário também propor mudanças para o setor. “Por isso, pensamos em estruturar a Susep não por processos, mas por assuntos. Estamos pensando em criar diretorias que cuidem de previdência, de produtos massificados”, exemplifica.

Expectativas

Solange comentou que o desempenho do setor de seguros para grandes obras públicas e privadas ainda está aquém da média mundial, já que representa cerca de 3% do PIB. Em sua visão, há potencial de crescimento mesmo que o PIB não evolua.

De acordo com ela, a Susep pretende trabalhar para a redução do custo administrativo do setor, o que irá refletir em benefícios e menores preços para os consumidores. “Estamos revisitando todo o marco regulatório e ainda não sabemos se esse custo é por ineficiência na regulação ou por baixa concorrência, que também gera ineficiência na regulação”.

Sobre a proposta de junção em uma única autarquia para Susep e a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), ela salienta que essa mudança trará ganhos e, com isso, a Susep também passará por algumas reestruturações. A proposta para a fusão é discutida atualmente no Ministério da Economia.

Uma iniciativa destacada por ela foi a questão da apólice eletrônica e o método de regulação “sandbox”, que deve proporcionar inovação ao setor. De acordo com a superintendente, o sandbox possibilita que pequenas empresas sejam desenvolvidas com regras de legislação mais flexíveis. “Isso permite que empresas nascentes tenham liberdade por um período de tempo para entrarem no mercado, se desenvolverem e não serem compradas por outras empresas”, especifica.

Ela acrescenta que isso dinamiza o mercado e, consequentemente, incentiva o surgimento de novas empresas.

Durante o evento, Solange Vieira também comentou que acredita que a Reforma da Previdência será benéfica e o setor de seguros deve estar preparado para essas mudanças.

Além disso, destacou a atuação dos corretores de seguros. Em sua opinião, a categoria desempenha um papel sempre importante no setor, principalmente em processos mais complexos, como negócios de grandes riscos e resseguros, por exemplo.

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