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Big Data e Inteligência Artificial: o que as operadoras podem fazer diante de tantos dados?

 

Por Tatiana Giatti – diretora executiva da Saúde Concierge

Melhores redes, equipamentos e coberturas não funcionam se as informações não estiverem organizadas a ponto de detectar desperdícios de recursos; o que compromete resultados e tempo no atendimento do beneficiário

Vivemos em uma era em que toda empresa precisa ter um sistema tecnológico em seu negócio. Independente do segmento, difícil encontrar uma apresentação institucional que não mencione Big Data ou Inteligência Artificial. As operadoras de seguros e corretoras também já incorporaram tais termos em seus discursos.

Mas será que estamos verdadeiramente prontos para trabalhar com essas informações? Não duvido da usabilidade ou capacidade humana, mas a pergunta é: sabemos como usar a tecnologia para traduzir as inúmeras informações ali encontradas em ações realmente assertivas?

Para exemplificar e tentar responder à questão, pensemos no processo de implantação de uma nova tecnologia em uma empresa. Você apresenta a plataforma, o que ela faz e os benefícios que espera gerar. Então, constrói um padrão de uso para ela. Treina e educa os profissionais para utilizarem esse padrão. Além de habilidade tecnológica, é preciso boa comunicação para explicar o que se espera do profissional e o porquê de usar a nova ferramenta dentro dos padrões estabelecidos. Depois, é preciso ter uma forma tão tecnológica quanto para medir a efetividade e detectar possíveis falhas.

Podemos definir essas etapas como Metodologia de Gestão. Esse é o grande diferencial de uma operadora que passa a usar a tecnologia em seus negócios. Com metodologia de gestão, a aplicação é bem estruturada, o profissional sabe qual é o seu papel dentro desse novo ecossistema e sabe que há um monitoramento para acompanhar a assertividade do programa.

Quantas empresas você conhece que tenham um método de gestão atrelado a sua tecnologia?

Sem essa metodologia, vivemos como bombeiros corporativos, apagando incêndios que estavam sendo alertados, mas que não tínhamos recursos metodológicos para compreendermos.

Traduzindo para a saúde, vemos empresas com aplicativos que registram os dados clínicos do paciente e que emitem alertas sonoros quando esses estão fora de parâmetro. Ótimo. E o que é possível fazer com isso? A resposta mais simples seria “chamar um médico diante de uma alteração”.

Ok, chame um médico, mas analise esse dado. Por que da alteração? O que mais o sistema nos mostra? Era possível evitar esse “incêndio” com outras ações? O que precisamos analisar ou quais informações precisamos enxergar ali para ter as respostas?

O passo a passo para acionar o médico, socorrer rapidamente o paciente e analisar as informações certas de maneira adequada estarão contidos na metodologia de gestão. Somente ter a tecnologia e o dado não significa que você tomará a melhor decisão quando o sistema soar o alerta.

Analisar, tomar uma ação, medir sua eficácia, modificar e monitorar até evoluir. Transformar dados em ações conforme o previsto, dentro de processos e padrões. Essa é a metodologia de gestão. Sem ela, esperaremos o próximo alerta para apagar mais um “pequeno fogo”.

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