Redação

Falta apetite das seguradoras para o OCIP decolar, discute evento da ABGR

 

Por Karin Fuchs

Entre os dias 29 e 31 de maio, acontece em Campinas (SP) o XVIII Encontro Comitê do Setor Elétrico da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos). No painel “Seguro Projetos de Infraestrutura, Seguro OCIP”, Paulo Leão de Moura Jr., chairman da THB Corretora de Resseguros, disse que o OCIP seria o seguro ideal para grandes empreendimentos no setor de energia, porém, as seguradoras com apetite para riscos são poucas no país.

“Raramente o OCIP foi usado no Brasil, por coincidência, eu participei de um caso no setor de energia, das estações conversoras da hidrelétrica de Itaipu. O OCIP tem a vantagem de incorporar as coberturas essenciais para um grande empreendimento – coberturas de riscos de engenharia, responsabilidades (RC), equipamentos e transporte –, excluindo coberturas para operações do empreendimento. É uma cobertura all risk, é um conceito diferenciado”.

Por demandar uma operação complexa, Moura explica que a oferta do OCIP deve ser feita por seguradoras altamente especializadas. “Tem que ser uma seguradora de peso, que saiba operar em todos os ramos que ele abrange, que entenda a aceitação do risco que ela irá assumir e que tenha toda a estrutura de atendimento do OCIP”.

Segundo ele, o controle deste seguro exige uma atividade de absoluta permanência de gerenciamento e acompanhamento ativo do risco, para não ter problemas de regulação de sinistro. E o OCIP não decolou pela falta de apetite das seguradoras. “As seguradoras com apetite para riscos são poucas. O mercado não está preparado para um seguro OCIP. É um produto que requer sofisticação e muita especialização”.

Seguro garantia
No mesmo painel, Solange Cristina Fernandes, superintendente de Subscrição de Riscos da Junto Seguros, falou sobre a importância do seguro garantia no setor de infraestrutura, especificamente no setor de energia. “No momento do leilão, a simples garantia de participação já é o primeiro contato, a necessidade deste seguro. E tem que ter um cuidado muito grande, como por exemplo, com novas informações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Na parte de análise de risco, ela comentou que o que facilita é que as informações são públicas. E que mudanças vieram com a entrada de novos players no mercado. “As estruturas de contrato mudaram um pouco, percebemos que as novas empresas, sejam estrangeiras ou de capital aberto, trazem uma cultura diferente de contrato”.

E na de avaliação financeira, um novo momento com a entrada dos fundos de investimentos. “De alguma forma, nós estamos tendo desafios com a entrada dos fundos. Eles trazem um desafio para as seguradoras verem o crédito desta estrutura. É um momento de transição e este novo mercado que surge demandará uma nova forma de análise deste negócio”.

Leia também:

O que muda com a nova lei de licitações é tema de encontro do comitê do setor elétrico da ABGR: https://bit.ly/2I4x5Xu

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