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Crescimento da economia acelerará setor de rastreamento e monitoramento

 

Gustavo Müller

Gustavo Müller

O mercado de monitoramento veicular e telemática está preparado para experimentar um grande avanço nos próximos anos com a expectativa de crescimento da economia. O segmento vem crescendo bem acima de outros setores nos últimos anos – em 2018, por exemplo, a CEABS, uma das líderes do mercado, teve uma expansão de 27% na base ativa de bens monitorados. Mas o potencial é enorme, porque apenas uma parcela ainda pequena da frota nacional dispõe desses serviços.

Dos cerca de 44 milhões de veículos que circulam pelo País, segundo dados do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, ou 66 milhões registrados no Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, aproximadamente apenas 2,3 milhões possuem sistema de monitoramento e rastreamento. Já tecnologias mais avançadas, como soluções de telemetria, que permitem monitorar o desempenho da frota e o comportamento do motorista, são contratadas por uma clientela bem menor.

O uso da telemática no segmento veicular é pouco difundido no Brasil e tem um extraordinário mercado a ser explorado. São processos automatizados de coleta e envio de informações que permitem, por exemplo, às frotas identificar o comportamento do motorista e controlar melhor fatores que possam resultar em maior eficiência e segurança de suas operações. As seguradoras também lucram com essa tecnologia, que proporciona redução de sinistralidade e de custos. A tendência é que a telemetria se torne um atraente mercado para o setor.

Soluções de telemática possibilitam captar informações relativas ao comportamento do motorista, como excesso de velocidade, quantidade de frenagens bruscas, acelerações exageradas e outros fatores, como o consumo de combustível, que podem aumentar os custos da operação e comprometer a segurança do veículo e do condutor. Ressalte-se que todos os dados podem ser captados, em tempo real, em um aplicativo de smartphone, sem a necessidade de equipamento instalado no veículo.

A telemetria é, portanto, uma ferramenta que permite aos gestores de transporte tomar decisões objetivas e seguras, com base em dados reais, em relação tanto aos veículos quanto aos motoristas. De forma preventiva, o controle do veículo e a aferição do comportamento do condutor, em tempo real e de forma contínua, induzem o motorista a dirigir melhor, com mais cautela, evitando acidentes, multas e maior desgaste de componentes. Estima-se no setor que, com a telemetria, as empresas de transporte podem ter uma economia de combustível e com manutenção de até 25%.

O crescimento da economia alavancará, de um lado, investimentos no setor, principalmente em inovação. De outro lado, incentivará os clientes, tanto individuais como frotistas, a buscar serviços de segurança e de apoio logístico e telemetria. As duas categorias de clientes enfrentam os problemas de furto e roubo de veículos e de cargas, que batem recordes a cada ano. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um veículo é roubado ou furtado no Brasil a cada minuto. Um número verdadeiramente estarrecedor.

Seguradoras são grandes aliadas e clientes das empresas de rastreamento e monitoramento, pois têm interesse em reduzir os riscos e os custos. Por isso, oferecem descontos nas apólices para carros equipados com esses sistemas.

Já as frotas buscam não apenas serviços de segurança contra furtos e roubos, mas também soluções que implicam redução de custos e ganhos contínuos de qualidade no atendimento aos seus clientes. Neste caso, a temática é um dos segmentos que mais tendem a crescer com o aquecimento da economia.

O setor tem dado grandes saltos em matéria de inovação, o que resulta na oferta de produtos sofisticados e eficientes, como as soluções de telemática, com boa relação custo-benefício. Indo mais além, empresas como a CEABS já investem em soluções de conectividade, soluções IoT, ou Internet das Coisas, que conecta o carro a smartphones, sistemas de trânsito e a muitos outros aparelhos. Uma tendência de mercado cuja força já se evidencia com a expectativa de que 250 milhões de carros com essa tecnologia embarcada estarão circulando no mundo em 2020.

*Gustavo Müller é diretor de TI da CEABS

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