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Exclusivo: executivo da Porto Seguro mostra cenário positivo para o país e o que a cia. tem feito em termos de eficiência

 

Por Karin Fuchs

 Foto ©fernando martinho

Ao longo dos anos, a Porto Seguro tem realizado diversas iniciativas para melhorar a eficiência. “Nós temos conseguido manter um nível de eficiência muito bom e isso dá mais competitividade ao cliente, pois todo custo acaba sendo pago, mais cedo ou mais tarde, por ele. E também para lhe proporcionar uma melhor experiência, pois na medida em que melhoramos processos, nós melhoramos o atendimento e os serviços ao cliente”, afirma Marcelo Picanço, diretor Geral de Seguros e Investimentos da Porto Seguro.

E para serem mais competitivos em preços. “Como no Saúde, em que a questão do preço é muito importante, por ser o segundo maior custo da folha de pagamento das empresas”. No segundo trimestre deste ano, os prêmios de Vida e de Saúde apresentaram um crescimento de 10% em relação ao segundo trimestre de 2018. Picanço atribui este resultado às ações adotadas pela companhia.

“Nós temos feito um trabalho muito grande, tanto no Vida como no Saúde, de democratizar o acesso para todos os corretores, não que antes eles não tivessem, mas quando lançamos produtos voltados às pequenas e médias empresas, a partir de 5 titulares, isto ajudou muito, pois não são todos os corretores que atendem grandes empresas. Com isso, nós tivemos um crescimento desses produtos pelo acesso dos corretores a estas soluções”.

No Vida, a companhia tem ampliado a prateleira, com mais coberturas e mais produtos. “Nós melhoramos os parâmetros de entrada para contratação, melhoramos os processos e a comunicação com os corretores. Fizemos todo um trabalho de buscar e desenvolvê-los para que eles tenham um foco mais forte no Vida. Há uma grande oportunidade (dada a baixa penetração deste seguro no país) e o que está ajudando é a quebra de mentalidade de que o Estado vai resolver tudo”.

O que vale também para o Saúde. “Somente 25% da população está coberta. Com todas as restrições que o estado brasileiro tem, um país de cerca de 210 milhões de pessoas, não teremos um sistema público de saúde que conseguirá entregar. E nós estamos trabalhando para termos produtos acessíveis e para que o corretor atenda os pequenos e médios empreendimentos. Nas grandes empresas o produto está bem penetrado”.

Cenário positivo

Para o executivo, a Reforma da Previdência no Brasil em seis meses é considerada uma vitória. “Olhando para outros países, a exemplo de Portugal e Grécia, o tempo que eles levaram e o estado de deterioração que exigiu com que eles fizessem uma reforma da previdência em um prazo mais lento, foi necessário que literalmente o país quebrasse. Em Portugal, houve um corte do salário de quem já estava aposentado, o que nem sequer foi cogitado no Brasil, pois não chegamos ao patamar destes países”.

Ele avalia também que, em termos de economia e prospecção de negócios, o País está bem. “E com as outras reformas que virão, como a Tributária, o que é muito importante, acredito que isso destravará uma série de outras coisas, inclusive, as privatizações. Nós estamos bem otimistas de que a dificuldade de crescimento que temos enfrentado nos últimos anos se reverterá com o plano econômico, nós teremos a volta de padrões mais saudáveis”.

Nesse cenário, Picanço diz que a Porto Seguro está pronta para a retomada. “O que queremos com tudo isso é estarmos bem preparados para a retomada do crescimento macro e micro no setor de seguros. Há potencial, o mercado de seguros tem crescido muito em relação ao PIB nos últimos 15 anos, mas precisamos voltar a crescer mais e esta hora está chegando. A Reforma da Previdência é muito importante e se a reforma Tributária for aprovada, nós temos tudo para que 2020 seja muito melhor, para fazer as bases para que as empresas e a economia sejam mais competitivas e mais produtivas”.

E com uma estratégia no longo prazo, preparando o seu portfólio para um ambiente de juros mais baixo. “Alguns criticam que as seguradoras só ganham dinheiro no financeiro, nós não acreditamos nisso, primeiro tem a questão operacional, sim, mas também tem que ter um financeiro mais estratégico de longo prazo e não no CDI de curto prazo. E isto está se pagando não somente
neste trimestre, mas por vários trimestres quando superamos o CDI por uma alocação mais estratégica e focada no longo prazo”.

Com isso, a companhia registrou um resultado financeiro 46% superior no 2T19, em relação ao 2T18, impulsionado pelo desempenho das alocações em títulos com juros indexados à inflação, pré-fixados e ativos de renda variável. E o lucro líquido da companhia no primeiro semestre foi de R$ 681 milhões, 11% superior a igual período de 2018.

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