Redação

Novas gerações demandam benefícios flexíveis, revela Pesquisa de Benefícios da Aon Brasil

 

Por Karin Fuchs

Como nunca visto antes, no mesmo guarda-chuva das empresas estão convivendo profissionais de diferentes gerações, que têm anseios e propósitos também diferentes, o que demanda pacotes de benefícios flexíveis. Segundo a 12ª Pesquisa de Benefícios da Aon Brasil (2018-2019), de um universo de 640 empresas participantes, apenas 3% delas oferecem benefícios flexíveis.

Porém, com evoluções quando comparada à pesquisa anterior (2016-2017). Entre elas, 38% adotaram o horário flexível, antes eram 13%; 21% passaram a oferecer o modelo home office, na pesquisa anterior este percentual era de 17%; e 29% têm o benefício de maternidade estendida, antes, 12% das empresas dispunham desta modalidade para seus colaboradores.

Paulo Jorge, vice-presidente de Health & Retirement Solutions na Aon Brasil, comenta que muito em breve cinco gerações atuarão nas empresas (dos baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, aos centennials, nascidos em 1997). “O desafio é como melhorar a experiência dos colaboradores, em ter pacotes de benefícios que atendam as diferentes gerações e que retenham talentos”.

O que nem sempre é fácil de implementar. “No Brasil, os desafios de implementação de um modelo de flexibilização esbarram na complexidade operacional, em não estar alinhada com a estratégia da empresa, o custo de implantação, acordos coletivos e aspectos legais e ou tributários”, argumentou o executivo, durante o 10º Fórum de Benefícios da Aon Brasil, realizado em São Paulo, no dia 7 de agosto.

Case

Na sequência, Paulo Jorge convidou ao palco Leila Santos, gerente de Administração de Pessoal e Benefícios da Libbs Farmacêutica, para falar sobre o modelo de flexibilização adotado na empresa. “O colaborador escolhe o benefício de acordo com as suas necessidades e o seu momento de vida, e isto gera uma pontuação”.

Como exemplo, ela mencionou que se o colaborador optar pela enfermaria ao invés de quarto, ele ganha pontos em uma conta corrente virtual, de forma que ele consegue o reembolso de algum benefício que não era atendido pelo seu plano de saúde. Para a geração millenium, Leila Santos diz que isto também é uma forma de reter talentos.

“A princípio, o benefício flexível era para atender a demanda do plano de saúde. Com o tempo, se tornou um benefício para atrair colaboradores e a geração millenium, que vê isto como uma moeda de troca, o que gera um valor financeiro para eles”. E como dito por Jorge que há obstáculos para a implementação de um modelo de flexibilização, o caminho que a Libbs Farmacêutica adotou foi terceirizar a parte operacional e focar na parte dos indicadores.

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