Congresso reúne corretores do Sul

 

Ricardo Pansera, pres. do Sincor-RS; Auri Bertelli, pres. do Sincor-SC; e José Antonio de Castro, pres. do Sincor-PR

Durante o Brasesul, profissionais tiveram a oportunidade de discutir questões que impactam a categoria

Por Camila Alcova

Gabriel Portella, SulAmérica

O Congresso Sul Brasileiro dos Corretores de Seguros (Brasesul) foi promovido em julho, em Florianópolis, pelo Sincor-SC, Sincor-PR e Sincor-RS, e reuniu cerca de dois mil profissionais do mercado. O evento contou com uma plenária entre corretores de seguros e seguradores.

Durante esse painel, os corretores tiveram a oportunidade de questionar os seguradores sobre temas pertinentes para a categoria, como o desenvolvimento do mercado de responsabilidade civil, riscos declináveis, canais de distribuição e a atuação de associações na venda de proteção veicular.

Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, lembra que tanto corretores como seguradores querem isonomia para exercer seu trabalho. Nesse sentido, ele opina que a CNseg, Fenacor e a Susep têm feito um trabalho importante em Brasília contra associações que vendem proteção veicular como se fosse um seguro.

Portella também comentou sobre a frota segurada, que não comporta veículos com mais de cinco anos e que a Lei que proíbe a operação ilegal de desmanches e autoriza a venda de peças certificadas seria um bom caminho para essa questão e para o barateamento do seguro, caso
fosse aplicada efetivamente.

Os corretores questionaram também que as seguradoras não têm evoluído no mercado de Responsabilidade Civil em termos de novos produtos.

Roberto Santos, da Porto Seguro

Luis Gutiérrez, presidente do Grupo BB Mapfre para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities, opina que os seguros de responsabilidade civil são o futuro, a exemplo do que aconteceu com o nicho em países europeus. “Cada vez mais vamos avançar. A primeira coisa em que o mercado evolui são os seguros de danos e a segunda coisa são os seguros de responsabilidade civil”, opina.

Ele complementa que esse nicho deve avançar no Brasil, as companhias deverão desenvolver novos produtos e possibilidades, e os consumidores terão novas necessidades. Por conta disso, o executivo reforça o papel do mercado como um todo de assessorar o cliente na escolha pelos produtos. “Temos a responsabilidade de mostrar aos nossos clientes as necessidades que eles têm e mostrar quais são as soluções”, orienta.

Além do desenvolvimento de produtos, esse processo envolve investimentos em qualificação, formação e trabalho das equipes das corretoras, novos sistemas de relacionamento e oferta para os clientes, entre outros fatores.

RC em auto

Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros, mencionou que a responsabilidade civil no segmento de automóvel tem potencial de negócios para os corretores com produtos que custam cerca de três vezes menos do que um seguro completo. “É um seguro de entrada para as cerca de 70% de pessoas que não têm seguro”.

Para trazer os novos entrantes para o mercado, o executivo opina que é preciso ter novas ferramentas para convencer os clientes em potencial para a compra do seguro de RC.

O presidente da Sompo Seguros, Francisco Vidigal Filho, comenta que além da atenção ao percentual não segurado, é importante se preocupar com o que é mal segurado em RC em termos de importância segurada.

Ele também utilizou o seguro de vida e o residencial como exemplos nesse contexto. “Tem muitas coisas no Brasil que estão subseguradas”. O executivo enfatiza que além de se preocupar com o cross-selling é preciso falar mais sobre up selling, que é o aprimoramento dos seguros com os clientes que fazem parte das carteiras.

Marco Antonio Gonçalves, diretor-geral da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros, comenta que tem sido estudado no País a aplicação de coberturas mais detalhadas e com preços cada vez mais adequados em RC. “Países que têm o estado de direito mais prevalente têm necessidade cada vez maior de ter seguros de responsabilidade civil. Acho que essa é a tendência para o Brasil nas próximas décadas e a exemplo do que já temos em RC Facultativo precisaremos fazer no RC de uma forma geral”. Ele acrescenta o potencial de negócios em responsabilidade civil ao mencionar as grandes empesas, indústrias, cobertura de danos ambientais, D&O, entre outros.

José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, reforça a importância da disseminação da cultura do seguro em Televisão, Rádio e Mídias Sociais. Ele sugeriu uma ação conjunta entre os players do setor em prol dessa iniciativa, por meio de um fundo com investimento de todos os atores para a conscientização da população sobre a importância de contar com um seguro.

Riscos declináveis

Sobre a questão dos riscos declináveis, o presidente da Tokio Marine reforça a atuação do resseguro para apoiar as seguradoras, além do co-seguro entre as seguradoras. “Com um esforço conjunto entre as seguradoras, com o co-seguro e com as resseguradoras nacionais e internacionais, acredito que podemos resolver essa questão”.

Francisco Vidigal Filho, da Sompo, lembra que há atividades complexas, mas com bons riscos, e atividades menos complexas com riscos em péssimas condições. Com o período de recessão do Brasil, ele comenta que as empresas cortam fatores protecionais, inspeções que precisam fazer, o que dificulta a aceitação de determinados riscos.

Entretanto, o executivo acredita que o mercado segurador brasileiro evoluiu bastante nos últimos anos quando se trata de riscos declináveis. “O que o mercado recusava de riscos há sete, dez anos, é diferente do que se recusa hoje”, explica ele, ao apontar que o segurado também tem responsabilidade para a aceitação de seu risco.

Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros, comenta que o cenário de crise econômica e a esperada recuperação do segmento de automóvel, por exemplo, demandam que os corretores busquem novas formas de chegar aos clientes. “Esses são os canais alternativos, que devem estar nas mãos dos corretores. Eles fazem absoluto sentido num contexto de crise, em que os nossos principais produtos de venda de varejo enfrentam problemas”, disse ele, ao estimular que os corretores busquem novas formas de vender, ferramentas e canais de comunicação com o cliente.

Leia mais no site da Revista Cobertura: https://bit.ly/2P2l2g2

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