Entidade divulga segunda edição de relatório sobre assessorias de seguros

 

Estudo engloba dados de prêmios, projeções e desafios para esse canal

Por Camila Alcova

A Aconseg-SP divulgou os resultados do 2º Estudo do Mercado de Assessorias e Consultorias de Seguros no Estado de São Paulo, desenvolvido pelo economista Francisco Galiza, da Rating de Seguros. O projeto é resultado de um levantamento baseado nas 25 assessorias associadas à entidade.

Conforme Galiza, o relatório faz uma análise rápida do contexto em que as assessorias estão inseridas em termos econômicos e no mercado de seguros. “A segunda parte do relatório é um questionário enviado às assessorias, em que colhemos informações econômicas, estratégicas, de demandas, entre outras”, acrescenta.

O economista observa que alguns fatores apresentados na primeira edição do relatório se mantiveram no estudo atual, como a tendência de crescimento, já que o canal assessorias cresceu acima da média do mercado em 2016 e 2017.

“O estudo também mostra crescimento no ramo de pessoas e diversificação de carteira, além da utilização de instrumentos online e a repercussão positiva entre as assessorias em relação a treinamentos”.

Na opinião do economista, o relatório é um termômetro para as assessorias associadas à Aconseg-SP, o mercado de seguros como um todo e para a sociedade. “Esse é o segundo ano desse projeto. Acredito que o desenvolvimento de relatórios como este é importante para todas as instituições representativas, independente do setor, para que informem sobre seu funcionamento para o segmento específico, suas associadas e o público no geral”.

Marcos Colantonio – Aconseg-SP

O presidente da Aconseg-SP, Marcos Colantonio, destaca a importância da segunda edição do relatório. “Esse estudo mostra de maneira transparente a importância e a robustez dos negócios das assessorias de seguros. Esse relatório também reflete a evolução e conquistas desse canal no decorrer do ano”.

Representatividade

Os dados econômicos das assessorias associadas à Aconseg-SP são demonstrados no estudo de maneira abrangente. O trabalho também ressalta a trajetória crescente de faturamento dessas empresas nos últimos dois anos e meio. A projeção para o período de 2017 é que os prêmios agregados ultrapassem o patamar de R$ 1,1 bilhão.

A distribuição dos prêmios arrecadados também é demonstrada conforme cada ramo de seguros no primeiro semestre de 2017. Dessa maneira, o relatório aponta que os seguros de automóveis foram responsáveis por 55% de representatividade; seguidos do ramo saúde, com 33%.

Atualmente, as assessorias associadas à Aconseg-SP produzem R$ 1,1 bilhão de prêmios por ano, sendo 69% na Capital e 31% no Interior.

Já o ramo de pessoas ainda apresenta uma parcela pequena de participação nos prêmios, o que reflete as oportunidades de negócios que podem ser exploradas com esses produtos. Atualmente, o ramo representa 2% dos prêmios das assessorias de seguros associadas à Aconseg-SP.

Outro detalhe é que, apesar da significativa porcentagem do ramo de automóvel, a participação diminuiu entre o ano de 2015 e o primeiro semestre de 2017, de 63% para 55% do total do segmento.

No caso do ramo de saúde, nesse mesmo período observou-se uma mudança de participação de 28% para 33%, reflexo de fatores como a crise econômica do País, especificamente na indústria automobilística, o que levou as assessorias a explorarem negócios em saúde ou ramos elementares.

Francisco Galiza, da Rating de Seguros

Recursos humanos

O relatório também aborda a estrutura das assessorias em termos de recursos humanos. Atualmente, oito assessorias associadas, ou 32% delas, já têm mais de um escritório. No total, essas empresas empregam aproximadamente 400 funcionários, que atuam em atividades operacionais e comerciais.

Um dado relevante, em comparação ao estudo realizado em 2016, foi o aumento de 22% do número de corretores parceiros, que passou de 16,136 mil para 19,675 mil. Esse resultado, aliás, vai ao encontro de uma das metas estratégicas da Aconseg-SP de ampliação da base de corretores, exposta no relatório.

Entre as 25 assessorias associadas, 72% afirmaram aumento em sua base de corretores em 2017; 12% mantiveram a base de 2016; e 16% apontaram que o número diminuiu.

Durante 2017, as assessorias geraram quase 400 empregos diretos, resultado praticamente estável desde 2016. Outro ponto importante é que a quantidade registrada de corretores pelas assessorias aumentou em 22%. O número atual é de quase 20 mil corretores, mas é comum os profissionais trabalharem com mais de uma assessoria.

Estratégias

As assessorias associadas à Aconseg-SP foram consultadas sobre alguns de seus aspectos estratégicos, como a diversificação de carteiras, que é considerada muito importante para 80% delas; aumento da quantidade de corretores parceiros, visto como relativamente importante para 40% das assessorias; e a realização de mais treinamentos para os corretores parceiros, considerado algo muito importante para 64% das empresas.

O seguro de automóvel é responsável por 55% dos prêmios nas assessorias; seguido do ramo de saúde, com 33%.

A visão da importância dos treinamentos é extensiva aos funcionários das assessorias. Para se ter uma ideia, 92% das empresas afirmaram que já utilizam essa estratégia.

O interesse de comercialização de outros produtos, além de seguros, também foi levantado pelo estudo. Foram utilizados os produtos Investimentos, Rastreadores, Consórcios, Cartão de Crédito e Capitalização. De maneira geral, as empresas não apontaram muito interesse para essas vertentes, exceto para capitalização e rastreadores.

Confiança das Assessorias

A utilização de índices de confiança é uma metodologia já disseminada em alguns setores da economia. No mercado de seguros, aliás, os resultados são obtidos pelo Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), desenvolvido pela Fenacor.

O relatório da Aconseg-SP mediu a confiança das assessorias, com base em três critérios: economia brasileira, faturamento das assessorias e rentabilidade das assessorias, considerando o ano de 2018.

Ramo auto ainda é carro-chefe entre os corretores que trabalham com as assessorias, mas esses profissionais valorizam e investem cada vez mais na diversificação de carteiras

Sobre a expectativa para a economia, 60% acreditam que será melhor e 28% esperam que se manterá igual. Sobre o faturamento, 44% acreditam que será melhor, e 28% que será igual; e em relação à rentabilidade, 52% das assessorias vislumbram melhora, e 20% acreditam que será muito melhor.

A partir das respostas obtidas pelo índice de confiança, é possível observar que esse indicador é mais otimista até mesmo em comparação aos números obtidos pelo mercado segurador como um todo.

Para ter acesso ao conteúdo do 2º Estudo do Mercado de Assessorias e Consultorias de Seguros no Estado de São Paulo na íntegra, acesse o link:
http://www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/relatorio_aconseg_2017.pdf

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