Entrevista exclusiva com Raphael de Carvalho, presidente da MetLife

 

Transformação cultural

MetLife investe em diversidade, relacionamento com corretores e serviços digitais

Por Karin Fuchs

Raphael de Carvalho, MetLife

Com 22 filiais espalhadas pelo Brasil e uma força de vendas composta por 20 mil corretores de seguros, a MetLife, sediada em São Paulo (SP), tem se voltado bastante para a inovação em serviços, diversidade e no relacionamento com os corretores. Em 2017, a seguradora reformulou o seu programa voltado para eles.

A começar por serviços, Raphael de Carvalho, presidente da MetLife, conta que esse foi o principal foco no ano passado. “Nós lançamos menos produtos e revisamos toda a carteira para pequenas e médias empresas, mas a nossa maior energia foi colocada em serviços, em disponibilizar mais canais para os clientes e corretores”.

Especificamente para os corretores, o destaque foi a Plataforma 100% Digital da MetLife, lançada em 2016. “Aprimoramos a plataforma, o que já vínhamos fazendo, com toda a troca de informações entre corretores e a companhia”.

Pela plataforma, os corretores têm acesso ao portfólio de 16 produtos individuais, que combinam coberturas e assistências e as soluções para o mercado PME com vida e acidentes pessoais, doenças graves, sucessão empresarial e dental. Todo o processo de venda é online.

Segundo o executivo, “de maneira mais ampla, a estratégia global da MetLife é a simplificação e digitalização de serviços, e, portanto, a mesma no Brasil. Nós estamos muito voltados a facilitar a relação com os corretores e consumidores, utilizando os meios digitais”.

Também com foco nos corretores, a companhia reformulou o Programa de Relacionamento, rebatizando-o de BE MetLife (antes Liga MetLife), e eles foram segmentados em três categorias: Private, Exclusive e Special. “A divisão é por uma mistura de volume de produção, área de atuação e potencial. O drive desse programa é oferecer o que realmente faz sentido para cada grupo e estarmos próximos a eles”.

Pelo Programa BE MetLife, os corretores recebem suporte comercial dedicado, oferta de soluções de negócios e reconhecimento pelos bons resultados. O novo modelo conta com prazos de atendimento diferenciados, facilidades em produtos e comissões mais competitivas, entre outras vantagens.

Portfólio

A MetLife atua com três linhas de produtos: vida, dental e previdência complementar. Carvalho conta que no seguro de vida o que tem sido observado, diferentemente de anos anteriores, é a contratação por um público mais novo, e a existência de coberturas utilizadas em vida.

“Nós operamos com o seguro de vida individual e com o coletivo. Entre as coberturas, oferecemos diagnósticos no caso de doença grave, proteção para idosos, indenizações no caso de invalidez temporária ou permanente e coberturas durante internação hospitalar. E o que mais tem crescido é a utilização em vida e, junto a isso, está havendo uma mudança de perfil de quem o adquire, e está baixando um pouco a idade dos nossos segurados”.

Globalmente, o Universal Life ocupa a maior parte da carteira de seguro individual da MetLife. E Raphael de Carvalho comenta sobre as expectativas para esse produto no Brasil. “Ele está totalmente no nosso radar, operamos com ele em praticamente todos os países do mundo. Modestamente, nós achamos que conhecemos bastante este produto e quando ele for lançado aqui, nós teremos o mesmo sucesso que em outros países”, adianta.

E para isso, o que falta é a conclusão da parte fiscal da regulamentação. “Nós entendemos que a Susep cumpriu a parte dela e está interagindo com as autoridades fiscais para esta finalidade. Em todos os países em que operamos o produto, o componente fiscal é fundamental, pois as pessoas só poupam em longo prazo se houver sentido para isso”.

Sobre resultados, ele ainda não pode falar em números. O balanço de 2017 será divulgado no final de fevereiro. Mas o executivo antecipa que no portfólio da companhia um dos destaques é o Dental. “Ele cresceu mais do que o Vida. Nós estamos ganhando mais market share e já estamos quase ultrapassando a marca de um milhão de segurados, o que nos coloca praticamente no terceiro lugar entre as seguradoras”.

A comparação entre ambos os segmentos tem um motivo. “Cada seguradora adota um critério. Na MetLife, nós não misturamos o que recebemos de contribuição de previdência complementar com prêmios de seguros”. Arrecadação que será divulgada no final de fevereiro, conforme dito anteriormente.

Investimentos

Em âmbito global, a MetLife anunciou recentemente a criação de um fundo de US$ 100 milhões em investimentos. “O objetivo é financiar startups que estejam desenvolvendo tecnologias aplicadas ao mercado de seguros. Isso é aberto para empresas em todas as localidades que operamos, inclusive no Brasil já temos iniciativas nesse sentido”, informa o executivo.

A ideia não é trazê-las para dentro da companhia, mas sim compartilhar conhecimento. “Nós estamos passando por uma grande transformação cultural na MetLife, no Brasil talvez até mais acelerada, entendendo que não conseguimos desenvolver tudo sozinhos. O que queremos é ter pessoas em volta com perfis diferentes do nosso. Isso é a transformação cultural que estamos nos propondo a continuar aqui”, compartilha.

Cenário

Na opinião do executivo, o momento atual é bastante propício para o mercado de seguros no Brasil. “Quando falamos que a economia está voltando a crescer, janeiro já começou bem, parece que realmente as coisas estão voltando a funcionar de maneira mais acelerada. Nós estamos em um bom momento e temos muito espaço para crescer nos três segmentos em que atuamos”.

E ele faz uma comparação: “nos segmentos de vida, dental e previdência complementar, a penetração é baixa no Brasil quando comparada a outros mercados, como o chileno e argentino. E há também oportunidades no segmento de pequenas e médias, o qual temos crescido mais”.

Para isso, ele conta que “o que temos feito é melhorar as ferramentas que estão nas mãos dos corretores, o que não significa apenas automatização, mas também presença física das filiais, o programa de relacionamento e os talentos que trazemos para a MetLife”.

Diversidade

E um dos pilares da MetLife no mundo e no Brasil é a diversidade, inclusive, Raphael de Carvalho é o embaixador da companhia nesse sentido. “Nos últimos três anos, o nosso foco tem sido aumentar a diversidade das pessoas que trabalham aqui. Mais da metade das diretoras e gerentes são mulheres, talvez a MetLife seja no mercado de seguros a mais atuante nesse ponto”.

As iniciativas da empresa a favor da equidade de gênero renderam à MetLife, em 2017, o reconhecimento do Guia Exame de Mulheres na Liderança. E a seguradora coloca bastante sinergia na questão de diversidade sexual. “O objetivo é atrair talentos e ter um ambiente agradável na companhia”, diz Carvalho. E fomentar a discussão sobre o papel da mulher no mundo, inclusão de profissionais com deficiência e fortalecimento da população LGBT.

O resultado, diz ele: “nós crescemos de maneira importante nos três segmentos em que operamos, sem ter o mesmo crescimento no número de pessoas que trabalham conosco. Eu quero comprovar essa tese, eu estou fazendo um esforço enorme para mensurar como trabalhar de maneira diversa impacta positivamente no ambiente interno. Eu acredito de verdade nessa tese e aqui a levamos às últimas consequências, no discurso e na ação”.

Outra iniciativa é o programa de estagiário. “Até pouco tempo, nós éramos pouco presentes no recrutamento nas principais faculdades do país. Começamos a ser mais ativos e hoje virou viral. A percepção de que a MetLife é um lugar sério e legal para trabalhar, sem importar a sua orientação sexual, tem um apelo forte para atrair os jovens. Já estamos no 8º programa de estágio e com muito mais candidatos do que conseguimos dar vazão”, finaliza.

MetLife

A MetLife é uma das maiores seguradoras de vida do mundo. Fundada em 1868, é provedora global de seguros de vida, planos de pensão, benefícios para funcionários e gestão de ativos. Atendendo cerca de 100 milhões de clientes, opera em aproximadamente 50 países e é líder de mercado nos Estados Unidos, Japão, América Latina, Ásia e Oriente Médio.

No Brasil, a companhia opera em três segmentos: Vida, Dental e Previdência Complementar. Emprega quase 600 colaboradores, conta com 22 filiais e uma força de vendas de 20 mil corretores. 

Conteúdo da edição 195 – Fevereiro/2018 – Revista Cobertura Mercado de Seguros

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