Franquia de corretora de seguros é uma aposta para 2018

 

Previsão de crescimento e apoio de uma marca são alguns fatores que reforçam essa tendência

Por Tany Souza

Dizem que o ano começa depois do carnaval e abrir o próprio negócio é um dos desejos mais comuns na lista de realizações de um novo ano. Porém, com a ânsia de ser empreendedor, muitas vezes, vem o medo de não ter sucesso. Nesse cenário, a opção por investir em uma franquia, por exemplo, pode ser menos arriscada.

Os números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) comprovam que esse negócio está em alta. O faturamento do setor passou dos R$ 38,8 bilhões no terceiro trimestre de 2016, para R$ 41,8 bilhões no mesmo período em 2017, um crescimento de 7,8%.

Para 2018, a ABF estima que a receita do segmento cresça entre 8% e 10% em relação ao ano passado, com incremento de 5% a 6% no número de unidades no País.

Além do cenário animador, há outras vantagens em se optar por uma franquia como, por exemplo, contar com o poder de um nome ou marca já conhecidos, receber suporte, infraestrutura e apoio de quem já tem um negócio estabelecido, pois o franqueador já possui uma rede própria de distribuição e conhece todos os atalhos.

Além disso, o franqueado recebe orientação e treinamento do franqueador, que tem interesse em zelar pela marca, e apoio necessário à construção e instalação da nova unidade, tomando por base os custos de sua unidade-padrão.

Opções no mercado

Boris Ber, Asteca

Há alguns segmentos que se destacam entre as franquias e que podem ser boas opções de negócio, e o setor de seguros é uma alternativa que apresenta bons resultados. O mercado registrou crescimento, no acumulado do ano, até maio de 2017, de cerca de 7%. Um exemplo é a Touareg Seguros, a primeira franqueadora de corretora de seguros sediada na região Nordeste do Brasil e já possui 13 unidades pelo país, presentes nos estados de São Paulo, Bahia, Sergipe e no Distrito Federal, e em fase de implantação as unidades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Goiás, Piauí e Ceará.

“Cada corretora de seguros necessita de um responsável técnico e a Touareg Seguros, durante 18 meses, responde pela franquia, enquanto o franqueado (ou outra pessoa que ele designar) faz o curso de habilitação para corretores de seguros da Escola Nacional de Seguros, que pode ser presencial ou online, e que dura em média um ano, o que permitirá que ele se torne o responsável técnico”, explica o CEO, Wanderson Nascimento, ao comentar que no Brasil existem 95 ramos de seguros classificados oficialmente, organizados em 17 grupos, e a Touareg está apta para atuar em todos. Segundo ele, a projeção para 2018 é chegar a 100 unidades.

A expansão e a importância de garantir um seguro de vida foram alguns dos pontos que levaram o Grupo Life Brasil a inovar e lançar o seu próprio sistema de franquias: a Life Brasil Franchising. O projeto teve início em 2017 e já conta com franqueados nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Com a estimativa a favor do franchising em 2018, o Grupo Life Brasil possui meta de expandir pelo país e garantir 80 franqueados neste ano.

A Bidon Corretora de Seguros atua exclusivamente no sistema home office, devido à simplicidade do negócio e necessidade de uma baixa infraestrutura – apenas computadores, internet e telefone – e ainda possibilita que o franqueado seja MEI (Microempreendedor Individual), pois o faturamento bruto médio mensal é de R$ 50 mil.

Wanderson Nascimento, Touareg Seguros

Potência do nordeste do país

Essa rede da área de seguros e consórcios entrou para o mercado de franquias em setembro de 2016, soma 130 franquias por todo o Brasil, e planeja expansão em vários pontos do Nordeste, principalmente em cidades como Salvador, Recife e Fortaleza, que ainda não possuem franqueados, porém se apresentam como ótimas localizações para implantação de uma unidade devido ao número de habitantes e mercado.

Henrique Mol, diretor executivo da Bidon, conta que a meta de crescimento para essas regiões é de 50% em 2018, com direcionamento para as capitais e cidades do interior acima de 50 mil habitantes. Atualmente, 15% das unidades desta franquia estão localizadas somente no Nordeste. “Percebemos que as grandes capitais normalmente já estão com mercado altamente competitivo, tornando mais complexo a consolidação da marca por parte do franqueado. E em nossa área de atuação é fundamental um bom ciclo de relacionamento, fato que podemos encontrar em cidades do interior, onde podemos observar também uma grande vantagem chamada ‘fidelização ao franqueado’”, explica o empresário.

Recentemente, uma pesquisa da Superintendência de Seguros Privados (Susep) revelou que o Nordeste representa 10,43% da indústria de Seguros no Brasil e é considerada a terceira região com maior taxa de crescimento no setor. As capitais nordestinas oferecem diversas oportunidades de investimento, mas as cidades do interior dos estados têm caído nas graças de novos investidores.

Também vislumbrando essa oportunidade, a Seguralta, rede com mais de 800 unidades comercializadas em todo o país, pretende expandir suas operações no Nordeste e conquistar 40 novos franqueados na região.

Home Office também é o modelo da É Seguro, com baixo investimento e com uma rentabilidade que pode chegar até R$ 30 mil ao mês, atendem em média 50 novos clientes por mês e a meta da empresa é chegar a R$ 120 milhões em seguros emitidos. Somente com a unidade própria em Umuarama (PR), a É Seguro comercializou R$ 40 milhões em cobertura de bens segurados. A rede entrou para o franchising em abril deste ano e em apenas três meses já comercializou sete unidades.

Outra dica de negócio no qual investir empregando valores mais baixos é a protect, microfranquia com foco B2B que entrega especialmente a MPMEs uma série de soluções para administração do negócio, além de seguros específicos para atender empresas de menor porte. O negócio tem potencial interessante, uma vez que o universo de micro e pequenas empresas do Brasil é imenso e boa parte dessas empresas não tem suporte para administração e nem seguros.

“Vale ressaltar que optamos pela expansão por meio do franchising, pois entendemos que somente um empreendedor poderia compreender e atender aos donos de micro e pequenas empresas em suas necessidades. Há um vasto mercado a ser trabalhado e as oportunidades são inúmeras. Se avaliarmos que existem mais de 9 milhões de micro e pequenas empresas e outros 6,5 milhões de MEIs (microempreendedores individuais) no Brasil e que juntas elas são responsáveis por mais de 27% do PIB do país, podemos chegar tranquilamente a essa conclusão. Quem se juntar a nós provavelmente vai largar na frente”, avalia Richard Freitas, sócio-diretor da protect. A microfranquia de seguros para MPMEs projeta 20 unidades em 2018.

O contraponto

Para Boris Ber, CEO da corretora Asteca Seguros, a franquia ou agrupamento de corretoras é um dos caminhos que estão se abrindo para o futuro da corretagem e isso é um ponto positivo, porém é preciso cautela em um aspecto muito importante. “Não podemos comparar a franquia de seguros com outra de qualquer segmento, pois é preciso que o empreendedor entenda do seu negócio, que ele seja um corretor de seguros, com registro na Susep, para que isso não seja um ponto negativo para o mercado”.

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