Tecnologia na saúde

 

Investimento tecnológico é um dos pilares da Care Plus, que em breve ampliará atuação para seguro viagem

Por Karin Fuchs

Desde que foi criada, há 26 anos, a Care Plus sempre buscou inovar e um dos seus principais pilares é a tecnologia para oferecer com criatividade soluções inovadoras para aproximadamente 500 empresas clientes, que somam 103 mil beneficiários. No ano passado, a operadora lançou o plano Master International e agora se prepara para entrar no segmento de seguro viagem, no segundo semestre.

“Nós somos uma empresa de tecnologia que vende soluções de saúde, odontologia, medicina preventiva e medicina ocupacional. Tanto que de cerca de 500 colaboradores na companhia, 10% deles estão na área de tecnologia”, afirma Roberto Laganá Pinto, presidente e CEO da Care Plus.

E tudo acontece internamente. “Como os nossos softwares são internos, nós temos agilidade e criatividade em inovar muito rapidamente, pois é tudo ‘in house’. E é isso que atrai o cliente: tecnologia com inovação, assim conseguimos ter soluções mais inovadoras do que o próprio mercado. É o que vendemos e entregamos”, explica.

Outro diferencial que Laganá comenta é sobre o call center interno. “Nós não terceirizamos o call center, ele é composto por pessoas formadas na Care Plus para dar uma boa experiência ao cliente. E no momento em que ele precisa utilizar o plano, ele percebe o diferencial da nossa companhia”.

Atendimento é o segundo ponto que o executivo destaca na Care Plus, depois de tecnologia. “Hoje nós temos dentro da companhia uma área de pós-venda fortíssima. O atendimento ao cliente se dá de quatro maneiras: pessoalmente, por telefone, via portal ou aplicativo, ou pelo call center.

Resultados

Com dois escritórios, em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), a Care Plus terminou 2107 com um faturamento de aproximadamente R$ 800 milhões e um resultado líquido de R$ 50 milhões. “Foi um resultado muito bom, crescemos 17% quando comparado ao ano anterior, e a sinistralidade da carteira de saúde foi em torno de 74%”, especifica Laganá.

Para este ano, a previsão é de um crescimento de 20%. “O ano já começou bastante agitado, o volume de cotações de novos clientes cresceu 20% no primeiro bimestre. Nota-se que a economia do país está melhorando, e a nossa expectativa é também crescermos 20% neste ano.

Mas para ele, o melhor está por vir. “Quando o desempenho da economia melhora, as pessoas começam a se preocupar em melhorar o benefício. A nossa expectativa é que este ano supere o anterior, porém, ainda teremos desafios. É ano de Copa do Mundo e eleições. Por isso, a perspectiva melhor é a partir de 2019, pois já saberemos quem é o novo presidente, quem está no Congresso, quais serão as regras para os próximos quatro anos”.

Distribuição

A tecnologia também é um fator importante no atendimento aos 350 corretores parceiros da Care Plus. “Nós disponibilizamos para eles uma série de facilidades pelo nosso portal ou pelos aplicativos, como a cotação de planos, inclusão e exclusão de beneficiários, emissão de faturas por ordem alfabética”, exemplifica.

Também pelos aplicativos é possível solicitar reembolso, a partir da emissão da foto do pedido do mesmo, consultar a rede credenciada, laboratórios e clínicas, entre outros. E o cliente Care Plus conta com a carteirinha virtual. “Querer fazer tudo de forma 100% digital é um grande diferencial da companhia para os corretores e os clientes”.

E com segurança. “Nós temos clientes de multinacionais que nos pedem para testarmos o ambiente de segurança, para saberem como cuidamos dos dados dos seus funcionários. No aspecto de saúde, eu acho que somos a única do mercado preparada para esse ambiente de segurança de informação”.

Rede

A Care Plus conta com uma rede credenciada em todo o território nacional. “Nós não temos problema de cobertura geográfica”, revela o executivo. E globalmente, diz ele: “são um milhão de médicos credenciados para uma companhia que tem 33 milhões de usuários (Bupa Global). A nossa capilaridade é muito grande”.

Adquirida em 2016 pela seguradora inglesa Bupa Global, a Care Plus lançou no ano passado o produto Master International. “Nós temos cobertura no mundo inteiro e uma rede referenciada em 190 países. Isso é inédito no Brasil”.

O que, segundo ele, é um grande diferencial competitivo para a companhia, que se prepara para lançar o seguro viagem. “Nós lançaremos o nosso próprio seguro viagem no segundo semestre. No mundo inteiro a Bupa opera com esse produto. E ele é muito importante para a gente”.

Investimentos

Sem citar números, Laganá conta que o maior investimento da companhia é em tecnologia, seguido por pessoas. “Nós somos uma empresa de tecnologia que vende vários produtos na área de saúde, isso faz com que tenhamos que investir muito em tecnologia, que é o DNA da companhia”.

No ano passado, investimentos foram direcionados para o lançamento do Master International, neste ano, um montante considerável está voltado para o seguro viagem. E parte dos investimentos também é direcionado às pessoas. “No treinamento dos colaboradores. O foco é termos pessoas mais qualificadas, mais treinadas, para continuarmos encantando o cliente. Esse é o desafio da companhia para os próximos anos”, revela.

O executivo sintetiza que transparência, criatividade e inovação são pilares da Care Plus. “Três palavras que a gente persegue há 26 anos, desde a fundação da companhia, isso faz com que sejamos muito diferentes no mercado. Aqui todo mundo ‘põe a mão na massa’, não é uma companhia em que os diretores são inacessíveis, nós queremos fazer a coisa acontecer. Não tem burocracia nem hierarquia, quem manda na companhia é o cliente”.

Sustentabilidade

Questionado sobre os movimentos recentes para que a saúde suplementar seja sustentável, como as discussões em torno do custo médico-hospitalar, acima da inflação oficial, o modelo de remuneração de prestadores de serviços e o próprio modelo de assistência à saúde, Laganá declara: “o ideal seria começar de novo, mas quando o transatlântico está andando é difícil fazer mudanças drásticas. A preocupação sem dúvida é a sustentabilidade”.

Segundo o executivo, “a nova tecnologia é um custo difícil de controlar, o que faz com que o mercado fique um pouco insustentável. A relação das operadoras com a comunidade médica precisa mudar, tem que ter uma relação de parceria e não de competitividade. Todo mundo tem que entender como funciona o sistema, porque no final, quem paga a conta é o cliente”.

Para ele, as operadoras nada mais são do que viabilizadoras do processo de relação com os médicos, hospitais, laboratórios e clínicas, em prol do cliente. “Se administramos bem, o cliente paga o preço juto. Mas tem certas coisas que não conseguimos administrar, como por exemplo, a tecnologia e as novas drogas”.

Laganá compara que há alguns anos, entre 30% e 50% dos exames de imagens realizados eram de raio X. Hoje eles representam cerca de 3%, a maior parte foi ocupada pela ressonância e a tomografia, que custam cinco vezes mais. “É preciso discutir em qual momento são necessários esses exames, tem que sair cada um da sua caixa, ir para uma discussão mais aberta e definir essas regras. Caso contrário, o sistema fica de fato insustentável”.

Mas ele pondera que, obviamente, o médico é a parte mais importante neste processo. Ele é soberano, é quem decide. “Ele tem que ter uma remuneração justa e, ao mesmo tempo, acertar com as regras do jogo, em quais situações os exames e os medicamentos são necessários. Tudo isso é uma discussão muito ampla, muito difícil”.

Para finalizar, Laganá prevê que a mudança não acontecerá rapidamente, mas o movimento já começou, pela sociedade, Fenasaúde, Abramge, entre outros. “Não dá para ter uma pauta grande, mas sim, focar em uma ou duas coisas e resolvendo. Vai demorar, mas chegaremos a um consenso”, estima.

Care Plus

Fundada há 26 anos por Roberto Laganá Pinto, a Care Plus é uma operadora de saúde que atua no segmento premium, ou, uma empresa de tecnologia que vende soluções de saúde, odontologia, medicina preventiva e medicina ocupacional. Em 2016, ela foi adquirida pela Bupa Global.

A companhia tem dois escritórios no país, em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), emprega aproximadamente 500 colaboradores, conta com cerca de 500 empresas clientes e um total de 103 mil vidas.

Em 2017 o seu faturamento foi de aproximadamente R$ 800 milhões, com um resultado líquido de R$ 50 milhões, 17% superior a 2016. Para este ano, a previsão é de um crescimento de 20%.

Também no ano passado, a Care Plus lançou o produto Master International. Para o segundo semestre deste ano, a novidade será a sua estreia no segmento de seguro viagem.

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