Vamos parar de discutir diversidade?

 

*Por Raphael de Carvalho, CEO da MetLife

O caminho para construção de uma sociedade mais justa e que aproveita todo seu potencial passa pelas empresas. Mais do que nunca, nós gestores temos a responsabilidade de abrir espaço para a pluralidade de etnias, religiões, idades, orientações sexuais, culturas e gêneros nas corporações que lideramos. Primeiro, porque é a coisa certa a ser feita. Segundo, porque a diversidade melhora o desempenho das equipes e, consequentemente, a geração de valor nos negócios. Fazer a coisa certa eleva o espírito e, ao final do dia, o lucro. O avanço foi grande nos últimos anos, o que serve de ânimo para enfrentarmos o tanto que ainda falta percorrer para, um dia, pararmos de discutir diversidade, como “provocamos” na chamada desse artigo.

Nossos clientes e consumidores estão atentos às discussões envolvendo diversidade e igualdade de oportunidades. As discussões sobre esses temas não são novas, mas ganharam um forte impulso com as redes sociais e demais forças digitais. Há menos de um ano, o índice médio de visualizações de conteúdos ligados a termos como feminismo, racismo, LGBT e homofobia subiu 260% na internet, em todo o Brasil. Já os temas ligados a diversidade foram duas vezes mais buscados no Google quando comparados ao ano de 2012. O debate está aí e esta evolução social faz com que, cada vez mais, líderes tomem para si o papel de agentes de mudança. O respeito e o reconhecimento dos colaboradores exclusivamente em função de suas competências e desempenho são fatores poderosos para fortalecer os vínculos com as empresas. São também fundamentais na promoção de ambientes mais enriquecedores e estimulantes ao surgimento de melhores soluções para atender às necessidades dos clientes.

Pessoas com diferentes origens, diferentes histórias, diferentes opções, orientações e preferências pessoais tendem a enxergar a vida e os problemas de ângulos diferentes. Essa riqueza de “olhares” ajuda na construção de soluções mais robustas e eficazes. Gente diferente pensando junta incentiva a inovação e alavanca o desempenho. Um estudo realizado pela consultoria McKinsey identificou que empresas com maior variedade de perfis em seu corpo de executivos apresentam maiores chances de entregar resultados financeiros acima da média do mercado. Sem contar que uma empresa diversa reflete de maneira mais próxima o que encontramos em nossos consumidores.

Diversidade é divertida também. Trabalhar com a multiplicidade é bem mais legal do que se rodear de pessoas que são exatamente iguais a você! Um local de trabalho no qual as pessoas se sentem mais à vontade para serem elas próprias traz um enorme impacto motivacional. Quanto mais diversificado o ambiente, mais interessante será seu dia a dia.

Trabalho numa empresa com mais de 150 anos, a MetLife, que nasceu com o propósito de cuidar das pessoas. Isso faz com que sempre me pergunte como estamos inseridos nesse tema. A MetLife tem trabalhado para promover discussões relacionadas à diversidade, em especial, sobre pessoas com deficiências, LGBT e liderança feminina. Nosso objetivo é buscar o fortalecimento na diferença, garantindo que os colaboradores façam o melhor uso de suas habilidades e atinjam todo o seu potencial. Discutimos ideias e não pessoas!

A representatividade feminina no comitê executivo do Brasil é de 40% e nas demais posições de liderança, o porcentual é superior a 50%. Num ambiente meritocrático nossa preocupação é garantir espaço para que mulheres e homens tenham iguais possibilidades de desenvolver suas carreiras. Fazem parte dessa construção iniciativas como horário flexível, trabalho em casa (de forma permanente ou esporádica), estações de trabalho flexíveis, sala de aleitamento, bicicletário e treinamento para evitar vieses nas contratações e nas promoções.

Vivemos tempos de mudanças e nossa cultura organizacional nos ajuda a navegar essa transformação. Abraçar a diversidade é uma feliz consequência do nosso jeito de ser. Temos que evoluir na adoção da diversidade em nossas empresas para, um dia, tirá-la da agenda. E fazer o que realmente interessa: gerar riqueza e bem-estar social.

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