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Empregada doméstica suspeita de ser ‘laranja’ em empresa de plano de saúde é presa em mansão no Morumbi, SP

 

Fonte: G1 

De acordo com investigadores, empresa tem um capital social avaliado em R$ 1,9 milhão e Maria Ires Alves tem 50% das ações. Entre 2013 e 2016 ela era beneficiária do Bolsa Família e recebia R$ 70 por mês.

Por Felipe Freire e Marco Antônio Martins, TV Globo e G1 Rio

Policiais civis da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, prenderam nesta manhã de segunda-feira (15), a empregada doméstica Maria Ires da Costa Alves, de 33 anos.

Maria Ires aparece como sócia do plano de saúde Medical Rio que tem sede em Niterói e cerca de 13 mil associados. A empresa tem um capital social avaliado em R$ 1,9 milhão e caberia à Maria Ires 50% das ações, o equivalente a R$ 963,5 mil.

A empregada doméstica foi beneficiária do Bolsa Família, pelo menos entre 2013 e 2016, época em que recebia R$ 70 por mês.

“A utilização de ‘laranjas’ como sócio-proprietários na referida pessoa jurídica já deixa evidenciada a intenção criminosa de apagar os rastros do dinheiro sujo”, explicou o delegado Luiz Henrique Marques Pereira em seu pedido de prisão.

De acordo com a polícia, Maria Ires foi colocada como “laranja” do médico patologista Luiz Teixeira na tentativa de esconder os delitos praticados por ele. A mansão onde ela foi detida pertence a Luiz Teixeira, de acordo com a polícia.

Maria Ires é uma das oito pessoas presas pela polícia na operação Pégaso que descobriu uma quadrilha que desviou dinheiro da gestão da saúde de quatro prefeituras de São Paulo e foi utilizado para abrir um plano de saúde, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

“O principal alvo da operação tinha mandado de prisão e não poderia aparecer em novos contratos, para que não fosse alvo de novas investigações. Ele escolheu pessoas de confiança, que prestavam serviço para sua família e os usou como laranjas. Os escolhidos foram a empregada doméstica da família, Maria Ires, e um rapaz que já foi motorista do líder, o Douglas”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, da 78ª DP.

Maria Ires, com a ausência dos patrões foragidos, morava na mansão no Morumbi. O imóvel é avaliado em R$ 18 milhões. Ela ainda cuidava dos filhos do suspeito.

“Hoje tivemos essa certeza, já que ela ocupava um quartinho de empregadas na mansão. A Maria Ires tinha carteira assinada como doméstica do Luiz Teixeira”, disse o delegado.

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