Seguros Gerais

Autoridades do mercado anunciam cruzada contra o mercado marginal

 

Talk show mediado pelo deputado e presidente do Sincor-GO Lucas Vergilio reuniu representantes da Fenacor, CNseg e Escola Nacional de Seguros

Ações de enfrentamento à ameaça do mercado marginal e o papel do corretor de seguros frente a desafios como a tecnologia e as crises econômicas foram os temas que dominaram o talk-show Atualidades do Mercado de Seguros, destaque do segundo dia do 1º Congresso Regional Centro-Oeste e Minas dos Corretores de Seguros (CONGRECOR). O painel abriu a programação do evento na manhã desta sexta (03), no auditório do Center Convention de Uberlândia.

O deputado federal e presidente do Sincor Goiás, Lucas Vergilio, mediou o debate, que contou com a participação do presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergílio; presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar; e o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano.

Lucas Vergilio revelou que na primeira noite do Congresso, a Fenacor e os presidentes dos Sincor’s presentes em Uberlândia deliberaram por uma verdadeira cruzada contra o mercado marginal, de forma coordenada, para levar as denúncias dos corretores de seus estados para as autoridades competentes, como Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal, Procon e aos governadores.

Em abril, acrescentou, ele entregou um ofício ao ministro da Justiça, Sergio Moro, denunciando as atividades das associações de proteção veicular no País que, inclusive, passaram a patrocinar clubes de futebol e são suspeitas de envolvimento com milícias em alguns estados.

“Declaramos guerra ao mercado marginal. Vocês, corretores de seguros, são os soldados. Façam as denúncias contra quem age contra o mercado regulado e legalizado. Não estamos defendendo apenas a integridade do corretor de seguros, o que já valeria essas ações, mas também o patrimônio da população com menor poder aquisitivo, que são as principais vítimas destas associações”, afirmou o parlamentar.

Ele postulou ainda por um maior envolvimento das seguradoras nas ações contra o mercado marginal. “Nós, corretores, perguntamos quais as ações da Cnseg para combater essa questão, mas não temos tido respostas efetivas.”

“Estamos juntos aos outros agentes do setor de seguros na defesa por um mercado legalizado e regulamentado. No Congresso, as seguradoras apoiaram o projeto 3139 e também a PLP 519. Entramos com dezenas de ações civis públicas junto à Susep contra quem atua irregularmente”, respondeu Marcio Coriolano.

O presidente CNseg ressaltou que, atualmente, um dos grandes desafios do mercado segurador no Brasil são os índices de distribuição de renda. “85% da população ganha até 5 salários mínimos, ou seja, é uma população com poder de consumo restrito. Precisamos incorporar esse público ao mercado de seguros”, destacou.

“As associações e cooperativas de proteção veicular tem crescido estrondosamente. Eles começaram com proteção para caminhões e táxis mas hoje estão agindo no mercado como um todo: é claro, não pagam impostos nem obedecem aos mesmos regulamentos que nós, corretores de seguros, temos de obedecer”, frisou Armando. “Esperamos contar com a união de toda a categoria nesta cruzada contra o mercado marginal. Levem as denúncias ao seu sindicato que a Fenacor estará fazendo o seu papel contra a atuação ilegal das associações de proteção veicular”, completou.

“Vivemos um momento diferente no setor de seguros e, portanto, temos oportunidades diferentes. A tecnologia está incorporada em praticamente todas as atividades do nosso cotidiano e nossa missão como instituição de ensino é proporcionar a melhor formação para os corretores de seguros manterem-se competitivos e relevantes”, destacou Robert Bittar.

A Escola Nacional de Seguros, lembrou ele, acabou de receber, mais uma vez, a nota máxima de avaliação do Ministério da Educação. “Essa avaliação coroa uma jornada que começou em 1971, cujo saldo é a formação de 90 mil corretores de seguros ao longo destes anos. No entanto, tudo isso não é motivo para acomodação, pelo contrário, estamos estudando novas formas de inserir a ENS no mercado, desenvolvendo seu papel de escola de negócios e gestão”, afirmou Robert Bittar.

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