Cobertura Especial

Sincor-SP discute inovação tecnológica no mercado de seguros

 

Especialistas e executivos de insurtechs mostram oportunidades e desafios

Por Tany Souza

Para fazer a transformação digital é preciso mudar o seu próprio negócio. Essa foi uma afirmação de Marcelo Blay, coordenador do comitê de inovação do Sincor-SP, durante o evento Agenda Digital, tecnologia no universo do seguro, que aconteceu ontem, 30, em São Paulo, e reuniu corretores de seguros e executivos do setor.

Para ele, é preciso mudar o mindset, “que é a mentalidade, a maneira de pensar e de como influenciar as pessoas que trabalham conosco. É preciso se questionar: somos uma empresa de seguros ou de tecnologia? Sim, somos uma empresa de seguros, mas temos que dar passos consistentes em direção à tecnologia”.

Blay alerta que essa mudança geralmente dói porque a tendência do ser humano é sempre voltar para a inércia. “Os processos todos devem ser revistos. A Minuto Seguros, por exemplo, já passou por algumas transformações, mas discutimos outras mudanças, para não ficarmos para trás, porque se eu não mudar agora, alguém fará por mim”.

Há muitas discussões sobre os produtos como o user drive, por exemplo. “É algo interessante, no entanto, há poucas seguradoras que têm dado passos nessas direções. A companhia tem decidir fazer esse movimento ou esperar quem faça primeiro. São situações complexas”, comentou Blay.

Segundo ele, a melhor forma de começar a transformação digital é fazendo uma autoanálise. “Será que temos que saber as palavras e seus significados, palavras da moda? Sim, porque é desta forma que o mercado está se comunicando”.

Hoje os clientes querem velocidade, simplicidade, com retorno instantâneo, de acordo com ele. “Querem qualidade e preço com velocidade. Os clientes querem comparar, desejam o mesmo atendimento de outros setores, com alternativas de pagamentos e outros pacotes. No novo mundo, é o peixe rápido que come o peixe lerdo”.

Para José Prado, CEO da Insurtech Brasil, no setor de seguros há espaço para todo mundo. “Cabe a nós, que estamos liderando, mostrar o caminho que pode ser inovado. Essas mudanças começaram no mercado financeiro e chegaram ao mercado de seguros”.

Esse movimento de hoje é de novas soluções de tecnologia que resolvem uma dor ou experiência de usuário. “A questão é de como vamos trazer para o mercado de seguros a geração que nasceu na tecnologia, que talvez não entenda o porquê usará o seguro. Precisamos pensar em como lidar com diferentes gerações e qual o valor de cada uma”, comenta Prado.

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