Cobertura Especial

O Papel do Seguro nos Projetos de Infraestrutura no Brasil

 

Novas alternativas de investimentos são debatidas em seminário da FGV

Por Karin Fuchs

Historicamente, o Brasil investe pouco em infraestrutura, em média, 2% do PIB, o ápice foi nos anos de 1970 quando esse percentual foi superior a 5%. Para o país crescer é mais do que necessário obras de infraestrutura e isso requer investimentos. O próprio BNDES, principal financiador de projetos no país, reduziu os aportes.

A busca por novos investimentos é latente e uma das formas tem sido as debêntures incentivadas, que são títulos privados que financiam projetos de infraestrutura. Em 2019, eles somaram R$ 33,78 bilhões, um volume 56,2% maior do que o emitido no ano anterior.

E tão importante quanto os investimentos em infraestrutura é o seguro garantia para a continuidade das obras, em caso de imprevistos. Com o objetivo de reunir representantes do governo e da iniciativa privada, a Fundação Getulio Vargas de São Paulo realizou no dia 10 de março o seminário “O Papel do Seguro nos Projetos de Infraestrutura no Brasil”.

Na abertura, Jorge Sant’Anna, presidente da BMG Seguros, afirmou que é impossível ter um avanço considerável de desenvolvimento e infraestrutura sem o seguro garantia, além de falar sobre alguns avanços recentes. “É preciso ter investimentos e se o BNDES como agente financiador não supre, as debêntures incentivadas é uma moeda forte fora do país, o que é um grande avanço”, disse, referindo-se à lei de crédito à infraestrutura que define o uso de debêntures incentivadas ao invés de financiamentos do BNDES.

Gesner Oliveira, professor da FGV e coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV Objetivo, expôs que o papel do seguro é a fronteira de expansão da economia brasileira e que para romper o crescimento lento da economia é imperativo ter investimento em infraestrutura.

“O Estado não tem condições de dar um salto de investimentos em infraestrutura, e precisa encontrar outras formas para que se tenha uma taxa de crescimento melhor que 1% do PIB. Os projetos atuais e os que estão em fase elevada são na ordem de R$ 88,6 bilhões, o que geraria R$ 71,4 bilhões no PIB, 5,2 milhões de empregos e R$ 47 bilhões em salários. Para romper a recuperação lenta da economia é imperativo ter investimento em infraestrutura”.

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