Cobertura Especial

A necessidade de o país investir em infraestrutura e buscar novos investidores

 

Por Karin Fuchs

Durante o seminário “O Papel do Seguro nos Projetos de Infraestrutura no Brasil”, realizado na Fundação Getulio Vargas de São Paulo, no dia 10 de março, o subsecretário de Política Microeconômica e Financiamento da Infraestrutura, Pedro Calhman de Miranda, ratificou o quanto o Brasil investe pouco em infraestrutura e a necessidade de novas fontes de investimento.

“Em 2018, os investimentos em infraestrutura no país representaram 1,69% do PIB, países emergentes investem o triplo. Para chegar à média global, o Brasil precisaria investir 4,7% do PIB por vinte anos”. Ele explicou que as debêntures incentivadas isentam a pessoa física do Imposto de Renda e reduzem a alíquota para a pessoa jurídica, para quem investe em projetos consideráveis prioritários pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI) ou pelo ministério setorial. Mas é preciso outras fontes.

“Os investimentos oriundos de debêntures incentivadas se concentram no setor de energia, representando 75% do total, seguido pelo de transporte e logística, com 23%, e muito pouco é direcionado para saneamento. A criação de uma nova série de debêntures de infraestrutura tem como o objetivo principal atrair investidores institucionais, mas também precisamos de capital estrangeiro”. E ele deixou uma mensagem: “Precisamos de recursos três vezes maior do que é hoje para financiar a infraestrutura”.

Para Gesner Oliveira, professor da FGV e coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais, o Brasil vive um contraponto. “A verdadeira tragédia da infraestrutura que vivemos todos os dias, sobretudo nas grandes cidades, é também um dos o maiores mercado de infraestrutura do mundo, como saneamento. Nos pilares da competividade, o Brasil ocupa uma posição ruim, muito associada à infraestrutura do país, nesse quesito, estamos na zona de rebaixamento. A China investe 8,5% do PIB em infraestrutura”.

Entre os pontos positivos no Congresso Nacional, ele expôs a nova lei geral de concessões que está sendo discutida, o marco legal do saneamento e a nova lei das agências reguladoras, essa última já aprovada. “O que apresentou um grande avanço na uniformização de regime de gestão, na organização, no processo decisório, na independência e autonomia”.

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