Revista da Aconseg-SP

Cresce o número das assessorias da Aconseg-SP

 

4ª edição do Relatório da Aconseg-SP destaca a importância dos ramos saúde e automóvel, e o potencial existente nos seguros de pessoas

O modelo de negócios proposto pelas assessorias tem crescido a taxas mais altas do que a do mercado segurador. É o que constata o economista e consultor do mercado de seguros, Francisco Galiza, na 4ª edição do Relatório da Aconseg-SP.

Segundo o relatório, houve um crescimento expressivo na quantidade de assessorias em 2019, passando de 25 para 33 empresas. Destas, 70% possuem um escritório, 25% delas têm dois e 5% operam com números acima.

Para Helio Opipari Junior, presidente da Aconseg-SP, o incremento no número de associados atingindo 33, demonstra a consolidação do mercado de assessorias no estado de São Paulo. “Com este quadro de associados, passamos a ter uma grade de 27 mil corretores, considerando que cada corretor opera com mais de uma assessoria e atualmente estamos atendendo 15 mil corretores no estado. Com a nova composição, devemos atingir R$ 1,9 bilhão em prêmios arrecadados no ano de 2020”, comenta.

Com relação ao mix de carteira, o seguro automóvel baixou 49%, o que afirmou a taxa da queda anual que já estava em observação, entre 2% a 3%, cujo efeito em 2019 foi ampliado. De acordo com o levantamento, isso ocorreu para compensar a crise econômica dos últimos anos, principalmente em relação à indústria automobilística, fazendo com que as assessorias buscassem outros negócios.

Nesse caso, os ramos automóveis, saúde e pessoas representam, respectivamente, 25%, 27% e 26% do total do segmento de seguros do país. Essa distribuição mostra a importância que os ramos saúde e automóvel têm na receita das assessorias; ao contrário do ramo de pessoas, cuja presença é menor, embora tenha havido progressos nos últimos anos, passando de 2% para 3% dos prêmios.

Em termos de tendências do mercado como um todo, conforme pesquisa com as companhias parceiras da entidade, foram citados: aumento da utilização do instrumento ‘online’; diversificação dos produtos, além da carteira de automóvel, e crescimento do canal assessoria,  grande potencial do setor de seguros.

Para o estudo de 2019, perguntou-se como as assessorias – prenunciando uma nova etapa no relacionamento com as corretoras e as seguradoras – estavam se preparando em termos estratégicos e, a partir daí, quais seriam as sugestões para esse momento.

O relatório reuniu 20 sugestões enviadas pelas assessorias como, por exemplo, as empresas precisam ficar atentas às plataformas digitais; desenvolvimento de um site mais interativo, com campanhas de incentivo e um link de acesso às redes sociais; agregar mais serviços aos corretores, como portais de internet; disponibilizar mais serviços, como multicálculos para corretores; continuar com a cultura das vendas cruzadas, e investir em tecnologias e em seguros com mais chances de crescer no futuro, tais como benefícios.

Para 2020, o relatório faz uma projeção de como será o faturamento, utilizando algumas hipóteses. A primeira, levando em consideração o faturamento de prêmios das assessorias no 1º semestre de 2019, que foi de aproximadamente R$ 900 milhões, conforme as respostas dessas empresas. Historicamente, o faturamento em seguros dos segundos semestres costuma ser 10% maior do que o faturamento dos primeiros semestres. Baseado nisso, o crescimento estimado é de 12% em relação ao valor de 2019, chegando a R$ 2,1 bilhões em prêmios.

Pandemia muda a perspectiva do setor

O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) divulgado em março pelo consultor da Rating de Seguros, Francisco Galiza, mostra que a pandemia do coronavírus mudou completamente as expectativas do setor de seguros.

O segmento passou a ficar pessimista sobre o que pode acontecer nos próximos seis meses, com indicadores abaixo de 100 pontos. A última vez que o índice cruzou esse limite foi em setembro de 2018.

Neste momento, o indicador das seguradoras é o mais baixo desde março de 2016, número ocorrido no momento mais crítico do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Os acontecimentos ainda estão muito recentes e incertos, e o comportamento de tal tragédia influenciará diretamente o cenário e as previsões das empresas nos próximos meses”, comenta Galiza.

Conteúdo da edição número 49 (janeiro/fevereiro/março/abril de 2020) da Revista da Aconseg-SP

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