Executivos & Cia.

O novo diretor da Solera no Brasil

 

Beto Rubim fala sobre o desafio de dirigir a empresa de tecnologias digitais para o mercado segurador, faz avaliações sobre o setor e as atividades de vistoria de automóvel

Há dois anos, o centro de pesquisa automotiva CESVI BRASIL foi adquirido pela Solera Holdings (numa joint-venture com o Cesvimap, da Espanha), um grupo que é líder global em soluções de dados de gerenciamento de riscos e software para os setores automotivo e de seguros. O grupo abrange, além do CESVI, a Audatex, a Inpart e a AUTOonline.

No Brasil, em 2019, a Solera passou por uma mudança estratégica, trazendo para a administração de seus negócios Beto Rubim, executivo com mais de 20 anos de experiência nas áreas de TI e Operações. Ele tem a responsabilidade de liderar o departamento de vendas e expandir o portfólio de soluções da empresa.

Para apresentar o diretor geral da Solera no Brasil à imprensa, colhemos um depoimento do executivo sobre o desafio de dirigir a companhia no país e sua avaliação sobre os mercados de seguros e reparação – e especificamente a atividade de vistoria no seguro de automóvel.

Beto Rubim está à disposição para consultas da imprensa a respeito de todos os assuntos comentados abaixo.

O desafio de dirigir a Solera

“Minha carreira tem sido marcada pelo contato com tecnologia e, nos últimos 15 anos, tenho trabalhado com operações em seguradoras. Já tive alguns desafios bem grandes nesse período no ramo de seguros e fui bem-sucedido. Então, quando a Solera me convidou para tocar todo o processo, foi algo muito natural para mim. Apesar de eu ter um background de TI e Operações, sempre procurei ver a tecnologia como um meio, e não como um fim.”

O que fará diferente na direção da empresa

“Eu acho que hoje a Solera no Brasil está muito concentrada em um tipo de produto, que é ligado à vistoria. O que preciso fazer é começar a desenvolver produtos satélites para atender o mercado de maneiras mais rápidas e diferentes. Temos um sistema que já possui uma dimensão muito significativa. Tudo o que incluímos nele o deixa maior e mais complexo. Por isso, a estratégia seria desenvolver sistemas menores, que possam ser configurados mais rapidamente, de modo a agilizar a nossa entrega e agregar mais valor aos nossos parceiros. E quando eu falo a respeito de parceiros, estou falando de oficinas e todos os demais players dessa cadeia, não somente de seguradora.”

Como avalia o mercado de seguros no país

“Pensando em Brasil, se compararmos com o Chile, por exemplo, estamos muito atrás em relação ao PIB de seguro. Então há um potencial de crescimento muito grande. Hoje a nossa base de seguro no mercado está entre 25% e 30% da frota, e está muito concentrada nos carros novos, de um até quatro anos. Por isso, a Susep está criando processos para incentivar as seguradoras a entrar nesse nicho de carros mais velhos. Hoje, você já pode usar peças não originais com as novas regras. Então, teoricamente, isso tende a reduzir o valor do seguro, além de as companhias entrarem num setor que ainda não é muito acessado, que é o de carros de pessoas com poder aquisitivo um pouco menor. Isso com certeza vai alavancar mais o mercado.”

Como analisa o setor de reparação no Brasil

“Tecnicamente, o reparo tem avançado muito. Até porque as montadoras já estão se posicionando de maneira diferente – o difícil é dizer quando os carros vão voar, não sabemos se daqui a 10 ou 30 anos. Os elétricos estão aí, os autônomos estão chegando. Mas grandes mudanças é coisa para daqui a algum tempo. Até porque as pequenas colisões vão continuar acontecendo por muito tempo ainda. No que diz respeito ao mercado brasileiro, não vejo nenhuma grande alteração ao longo dos próximos dez anos.”

Como vê a posição da Solera nas atividades de vistoria

“Hoje, o mercado segurador não consegue sobreviver sem esse tipo de processo. O que nós fazemos, como Solera, como CESVI, em termos de orçamentação, é alinhar objetivos, que às vezes podem ser contrastantes, entre as companhias de seguros e as oficinas. Levamos essa discussão a um denominador comum, estritamente técnico, baseado em todos os nossos anos de estudo e o domínio da tecnologia. Estamos no meio justamente para equalizar essas forças, esse conflito de interesses.”

Sobre a inserção cada vez maior de tecnologia na vistoria

“Atualmente, há uma tecnologia nova, que ainda não está completamente pronta, que é a identificação por imagem. No mercado isso ainda não está funcionando muito bem: as fotos ainda têm sombra, brilho, as inteligências artificiais confundem esses processos. Mas é um caminho interessante, acredito muito no futuro da identificação por imagem. Junto com o CESVI, temos uma base de dados de 80% do mercado, que abrange os últimos 15 anos, e eu estou tentando criar modelos preditivos. Esses modelos usam essa base de dados do passado para prever o futuro, saber a peça que será usada para o conserto e, assim, prever todo o orçamento. Assim, muito em breve, não seremos apenas um negócio especializado em orçamento, mas uma empresa de inteligência, que oferece uma informação que vai enriquecer o conhecimento do mercado, reduzindo tempos e melhorando a qualidade do serviço.”

Por que a Solera adquiriu o CESVI

“O tipo de serviço que o CESVI presta é fundamental para o nosso mercado. É um diferencial competitivo e onde se agrega mais informação e valor para o processo. Nós já estamos desenvolvendo trabalhos juntos em questões ligadas à inteligência do negócio. Estamos com equipes atuando alinhadas, isso é valor agregado.”

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