Cobertura Especial

“Temos que ajudar o corretor”, diz o presidente da Aconseg-SP

 

Entender as necessidades do corretor e apoia-los é uma das missões das assessorias e das seguradoras, destacam profissionais durante bate-papo sobre a distribuição de seguros no período de quarentena

Por Carol Rodrigues

Os colaboradores e os corretores que trabalham com as assessorias em seguros do Estado de São Paulo se adaptaram ao modelo de negócios digital trazido pela pandemia. Agora, o retorno às atividades é ensaiado e o setor está diante de outro desafio: o pós-pandemia.

”Apesar de estarmos treinando corretores e a equipe, os nossos corretores têm algumas dificuldades e este é um momento de olharmos para este parceiro e ajudá-lo a usar mais as ferramentas tecnológicas”, disse o presidente da Aconseg-SP e CEO da Opípari Assessoria, Helio Opipari Junior, sobre a experiência das assessorias no atendimento aos corretores durante no CQCS Talks sobre “O Dia a dia da distribuição” realizado ontem, 17 de junho.

Ele antecipou dados de uma pesquisa que a Opípari realiza com os corretores, que apontou que 75% estão em home office, 12% não  e 13% num misto de escritório e home. Com relação às dificuldades ele encontradas estão falta de equipamento, 9%; ambiente doméstico, 21%, e infraestrutura de internet, 15%. “São 45% dos nossos corretores com alguma dificuldade para fazer um home office de qualidade”.

Sobre o cenário futuro, a pesquisa aponta que 36% atuará em home office,  26% no escritório e 38% acreditam em um modelo híbrido. Segundo ele, a realidade é semelhante aos 15 mil corretores contemplados pela Aconseg-SP.

“No pós-pandemia, temos – assessorias e seguradoras – que ajudar o corretor que está com dificuldade a ter um equipamento e uma infraestrutura melhor”, ressaltou Helinho.

Captação de cliente

No atual cenário, o problema é o cliente chegar até o corretor, pois quando ele chega é atendido por celular, email, whatsapp, conforme Carlos Valle, presidente do Sincor-PE e sócio-fundador da Valle Corretora.

“Ninguém está fazendo direito a captação de cliente. Antigamente, tinha o boca a boca. Nos referendar pela internet é um pouco mais difícil, mas é possível”, alertou Valle, que sugere às seguradoras ajudarem os corretores mostrando quem ele é.

Outro ponto citado por ele é a necessidade de humanização, mesmo no meio virtual. “O contato do corretor com o cliente para que ele adquira confiança não é mostrar o menor, mas o melhor preço. O corretor tem que entender as necessidades do cliente”, diz o presidente do Sincor-PE, que é corretor há quase 40 anos e acredita que o corretor tem que ser visto pelo cliente, e também pelo não cliente, como um solucionador de problema.

Capacitação e proximidade

 As reflexões que todos estão fazendo no período de quarentena, vão persistir no período pós-pandemia. Por isso, segundo Valmir Rodrigues, diretor executivo comercial da Tokio Marine Seguradora, cabe aos seguradores capacitarem o corretor para oferecer mais produtos para os clientes.

“Precisamos entender e estudar o perfil da carteira do corretor. A pressão da venda e da meta faz com que, muitas vezes, o corretor não se prepare e não entenda profundamente o produto que ele está ofertando”, destacou.

Para ele, há que se criar uma forma de humanizar a venda digital. “O corretor de seguros, através da capacitação, tem como fidelizar o seu cliente. O corretor tem que se contextualizar com tudo o que for de mais moderno e não pode perder a sua essência”, disse ao lembrar também a necessidade de investir mais em treinamentos online e presenciais.

“No futuro, vamos precisar proteger de forma mais ampla. Precisamos nos adaptar rapidamente e o corretor precisa continuar sendo protagonista na distribuição de seguros”, opinou Marco Antonio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros.

Para ele, o corretor no pós-pandemia tem que ser o grande gestor da proteção das pessoas das famílias e do patrimônio das empresas. “O corretor deverá ser um generalista de proteção. Ele terá de ir ao encontro da necessidade do cliente. O que se espera do corretor é que ele escolha o melhor seguro e a melhor seguradora para determinado risco”.

 

Comentários

Newsletter



Facebook

Twitter

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

Primeiro semestre reforça resiliência do setor de seguros - t.co/xHP4hnV70u

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

11º Seminário UNIDAS: Demanda reprimida de crônicos vai impactar sistemas de atenção à saúde - t.co/8zj3mVEzz1

Revista Cobertura's Twitter avatar
Revista Cobertura
@RevCobertura

A demanda pós-COVID-19 por conhecimento cibernético é uma oportunidade para corretores, diz GlobalData - t.co/rVjRIrEbvW

To Top