Cobertura Especial

Agora, o desafio do setor de saúde é sair da turbulência da covid-19

 

Procedimentos eletivos represados por receio de contágio do coronavírus devem ter pico de realização entre agosto e outubro deste ano, segundo presidente da FenaSaúde

Por Carol Rodrigues

No início da pandemia, o Ministério da Saúde orientou as pessoas a não irem aos hospitais se não fosse atendimento emergencial. Com isso, houve uma queda de frequência de utilização, inclusive de cirurgias eletivas. “Independente da orientação, as próprias pessoas ficaram com receio de irem aos hospitais. Houve uma queda de utilização e, consequentemente, um impacto na sinistralidade”, explica João Alceu Amoroso de Lima, presidente da FenaSaúde. 

Embora haja a redução das eletivas, tem-se o pico de utilização da UTI. Segundo ele, o custo médio de internações na UTI é de R$ 21 mil, mas por conta da covid-19 o custo chega a R$ 42 mil. “Temos o aumento da utilização da UTI e o dobro do custo”.

A telemedicina está sendo uma ferramenta importante para atender os pacientes com doenças crônicas. Segundo o presidente da FenaSaúde, espera-se um pico de procedimentos eletivos represados entre agosto, setembro e outubro.

 “As pessoas estão voltando aos poucos. Os hospitais estão dando garantias, anunciando protocolos e regras de higiene. Até o tempo entre as consultas foi mudado. A nossa preocupação é só com um eventual gargalo por ‘engarrafamento’”.

Desafios do saúde

O maior desafio do setor de saúde suplementar é expandir o mercado. “Estamos andando de lado há cinco anos e há tendência de continuar por conta da pandemia. Ainda não sabemos como vai ficar o ‘novo normal’”.

Agora, como ressalta João Alceu, a prioridade é passar pela pandemia. “Estamos no meio dela. Tudo está sendo estudado. O segundo desafio é avaliar os danos: perda de caixa e segurados, por conta do desemprego, e retomar a agenda junto ao Congresso de reforma ou revisão do marco legal para desenhar mais produtos que caibam no bolso do consumidor”.

Uma alternativa para impulsionar o setor é a regionalização dos planos, no qual se obtém um custo menor, além de ampliar o número de beneficiários de saúde. 

Os produtos com franquias anuais agregadas, comuns nos mercados americanos e europeus, também foram abordados. Este tipo de proteção tem como teoria a cobertura do grande risco e o pequeno risco, por exemplo a consulta, sob a responsabilidade do segurado na lei 9656/98.

Questionado pelo editor executivo da Revista Cobertura, Paulo Kato, durante a segunda Mesa Redonda do Seguro realizada pelo CQCS ontem, 25 de junho, sobre a importância da qualificação dos corretores, o presidente da FenaSaúde destacou: “a venda bem feita gera um cliente ciente de direitos e deveres e que, portanto, terá menos decepções e mais entendimento do produto”.

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