Cobertura Especial

Setor de seguros passou a ter mais visibilidade dentro da área econômica do governo, analisa Coriolano  

 

 

Durante a Mesa Redonda do Seguro, o presidente CNseg falou que aposta no modelo de trabalho híbrido no pós-pandemia

Por Carol Rodrigues

Historicamente o mercado de seguros “sofreu” com a dificuldade de interlocução com o Ministério da Fazenda, hoje Ministério da Economia. “Na minha época, era muito difícil sensibilizar o Ministério com as questões do seguro porque o setor financeiro nacional sempre foi um sugador de atenção do ministério, e também de outros ministérios que gravitam em torno da economia no País. Isso fazia com que o seguro saísse das páginas de Economia exclusivamente para as Páginas de Defesa do Consumidor”, destacou Marcio Coriolano, presidente da CNseg, durante a Mesa Redonda do Seguro realizada ontem, 24 de setembro, pelo CQCS.

Segundo ele, era penoso mostrar a importância econômica do setor, seja para formação de poupança, proteção de pessoas, políticas públicas principais e não subalternas a outras políticas, etc. Mas isso faz parte do passado, pois Coriolano define a concentração de poder do Ministério da Economia absolutamente necessária, pelo menos durante um período, para a harmonização e equilíbrio de políticas com o mesmo objetivo, que trilhavam caminhos divergentes. O resultado é que, atualmente e pela primeira vez, há um alinhamento entre o Ministério da Economia e a Susep.

“Não estou falando da qualidade, alcance ou sobre a minha concordância com os marcos regulatórios. Isso é outro capítulo. Existe, sim, um alinhamento que permite, inclusive, não só a Susep se envolver no setor de seguros, mas também várias secretarias. Os seguros passaram a ser um conceito e uma política setorial de grande visibilidade dentro da área econômica do governo”.

Ainda sobre a Susep, no início, ele apontou a existência de ruídos na compreensão do órgão sobre o setor, o que, de certa forma, considera natural. “Quando fui para a Susep, conhecia bem seguros, mas desconhecia a diversidade do setor. Então, é natural a estranheza do início. Notamos que, paulatinamente, o discurso e a prática vêm mudando. Há aspectos muito positivos que a Susep está endereçando. Isso se deve não só à capacidade técnica da equipe, mas ao alinhamento com as principais políticas econômicas do Brasil”, disse Coriolano.

Home office

No cenário pós-pandemia, o presidente da CNseg acredita em um modelo de trabalho híbrido – home office e presencial -, dependendo do tipo de negócio. “Por enquanto, o apetite para retornar ao trabalho presencial é pequeno”.

O cenário deve se manter até atingirmos um nível maior de segurança para evitar exposição dos colaboradores ao risco de contaminação. “E também para evitar a judicialização, que pode ocorrer caso um colaborador seja exposto ao risco que não tenha sido bem calculado”.

 

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