Saúde e Odonto

Pandemia impede que 30% de pacientes com câncer de pulmão iniciem seus tratamentos

 

Número de exames que detectam a doença também caiu mais de 40%

Em 2020 uma média de 6.697 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciaram tratamento sistêmico para o câncer de pulmão, ante a média nos últimos quatro anos de 9.650 pacientes/ano, o que representa queda de 30%. Este e outros dados do impacto da pandemia no cenário da doença fazem parte do Radar do Câncer, iniciativa do Instituto Oncoguia, disponível em http://radardocancer.org.br

“Mais uma vez os dados nos mostram o quanto a pandemia afetou o cenário do câncer no Brasil, e agora os de pulmão”, explica a fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, lembrando que a situação já era alarmante antes mesmo da pandemia.

Apesar de ser responsável por uma em cada cinco mortes por câncer no Brasil (é o segundo tipo mais comum no país e um dos mais letais), ainda há dificuldade em conseguir identificar precocemente a doença, que quando diagnosticada na fase inicial tem maior taxa de sobrevida.  E o problema também aumentou durante a pandemia:  a média dos procedimentos de biópsias de pulmão (ressecção em cunha, tumorectomia / biopsia de pulmão a céu aberto) caiu 25,6% quando comparado os meses de março a agosto de 2019 (1.190 biópsias realizados) em relação ao mesmo período em 2020 (885 biópsias realizadas)

Luciana explica que a queda está associada ao medo que a pandemia gerou nas pessoas e nos pacientes de sair de casa, inclusive para ir ao médico, fazer exames e se tratar, e também ao impacto da pandemia nas instituições de saúde. “As equipes foram reduzidas e em alguns casos, tiveram que elencar prioridades na seleção de quem deveria ou não ser atendido.”

“Com esse cenário, os casos acabarão sendo diagnosticados tardiamente, quando a doença estiver mais avançada”, afirma o oncologista e diretor científico do Oncoguia, Rafael Kaliks. Segundo ele, essa já tem sido a realidade do Brasil e infelizmente pode ficar ainda pior.

O Instituto Oncoguia reforça a relevância do tempo e da oferta do mais adequado tratamento: Quando a doença é identificada na fase inicial, a taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de 61% para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células, e de 27% para aqueles com câncer de pulmão de pequenas células. Quando a doença é encontrada nas fases mais tardias, quando o tumor já se disseminou para outros órgãos, a taxa respectivamente cai para 6% e 3%. “Hoje, devido aos avanços no diagnóstico molecular e novos tratamentos disponíveis, esses números podem melhorar muito”, finaliza Kaliks.

 

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