Cobertura Especial

Mesa Redonda do Seguro com Robert Bittar

 

“Nós temos uma vasto campo de trabalho e precisamos atuar muito na prospecção de novos negócio”, afirmou 

Por Karin Fuchs

Idealizada pela mídia especializada e promovida pelo CQCS, a Mesa Redonda do Seguro teve a participação de Robert Bittar, presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), em 26 de novembro. Mediado por Paulo Kato, diretor da Revista Cobertura Mercado de Seguros, durante o bate-papo o executivo respondeu às perguntas dos jornalistas e comentou também sobre a mudança do nome da escola, antes mesmo desse novo cenário que estamos vivenciando.

“A mudança do nome (de Escola Nacional de Seguros para Escola de Negócios e Seguros) já era a clara sinalização de que estaríamos buscando o mercado fora do setor de seguros. Temos aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) mais quatro novos cursos de graduação tecnológica que não têm foco em seguros, mas em marketing, gestão e logística”, disse.

Bittar também colocou a sua opinião sobre a situação atual do seguro DPVAT, defendeu que algum tipo de proteção tem que existir, e questionado sobre como o corretor pode ajudar a aumentar a penetração do seguro de automóvel, hoje a frota segurada é estimada em cerca de 30% do total, ele afirmou: “Só vejo uma forma: o seu barateamento a partir da massificação”.

Além disso, mais esclarecimentos ao consumidor. “Ao comparar que ele tem um automóvel no valor de R$ 50 mil em São Paulo (SP), o seguro custa R$ 3 mil e ele tem 8% de dispêndio, ele faz uma análise equivocada, pois o preço do seguro não está atrelado somente ao preço do automóvel, há também as coberturas de responsabilidade civil, assistência 24 horas e muitas vezes, o preço do espelho elétrico desse automóvel custa mais caro do que o próprio seguro”.

Nessa análise equivocada o risco é o consumidor buscar alternativas. “Há colocações necessárias a serem feitas na elucidação do consumidor. Com essa análise equivocada, muitas vezes ele acaba recorrendo a alternativas que sabemos que não são propícias, não são adequadas, que o coloca mais em risco do que em proteção”.

Desafios para os corretores

Nas palavras de Bittar, “nós estamos aceitando esta condição de trabalho do home office, da interação a distância, e isso não é parte do cotidiano do corretor de seguros. A nossa atuação sempre foi presencial, numa interlocução direta com o consumidor”.

Para ele, os principais desafios que este ano atípico trouxe para os corretores foram o novo comportamento da sociedade consumidora e da própria estrutura de vendas. “Imagino que no momento seguinte, ainda que tenhamos a vacinação plena, aquela normalidade não voltará 100%. Nós teremos um ambiente híbrido, parte retomando as interações presenciais e parte se mantendo no ambiente tecnológico”.

E encontrar formatos de prospecção no online, enquanto o presencial não permite. “Até porque o próprio cliente está evitando visitas pessoais, o que eu considero o principal desafio. O corretor de seguros foi massivamente empurrado para o ambiente de tecnologia e tem tirado muito proveito dele. Ele não só se adaptou como já está impulsionando negócios através dessa ferramenta”.

Para ele, há motivos para comemorar. “Nós temos que comemorar essa força de venda do setor de seguros ter conseguido a manutenção de praticamente todos os contratos. Nós vamos fechar o ano com um pequeno crescimento, a maior parte dos setores da economia teve decréscimo nesse ano, e o setor de seguros já recuperou as perdas do período da pandemia. Nós temos uma vasto campo de trabalho e precisamos atuar muito na prospecção de novos negócio”.

 

 

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