Cobertura Especial

Aconseg-SP fechará o ano com mais de R$ 2 bilhões em prêmios arrecadados

 

5° Relatório Aconseg-SP foi apresentado com exclusividade no canal da Revista Cobertura no YouTube com a participação da diretoria da entidade

Por Karin Fuchs 

No último programa “Tendências & Debates” do ano foi apresentado, com exclusividade, o 5° Relatório Aconseg-SP com as participações do economista Francisco Galiza, autor do estudo, e da diretoria da Aconseg-SP. Dividido em duas partes, o relatório traz uma análise do momento da economia brasileira e do mercado de seguros. A segunda parte, os resultados a partir de pesquisas feitas com as próprias assessorias, dentre eles, a sua produção.

“O bom de se ter um relatório ano a ano é que a gente sente bem como vem evoluindo o setor. É um setor que tem conseguido crescer acima da média das seguradoras. Se o mercado cresce 9% ou 10%, as assessorias crescem 12%, 13%, já descontando a entrada de novas empresas, pois é feito um ajuste nessa linha”, disse Galiza.

Segundo ele, o relatório tem várias funções, entre elas, servir como parâmetro para as associadas direcionarem as suas estratégias e para as seguradoras saberem quem são as associadas e os ramos em que elas atuam. “Uma seguradora que quer se posicionar em relação a uma assessoria, ela se sente muito mais tranquila, muito mais resguardada tecnicamente, quando ela tem um material que permita saber como a assessoria está funcionando”.

Desempenho

Com base no relatório, o presidente da Aconseg-SP, Helio Opipari Junior, comentou o desempenho deste ano. “A nossa previsão de faturamento é de R$ 2 bilhões de prêmios arrecadados, nós tivemos a entrada de duas novas associadas no final do ano que não foram contempladas no relatório, portanto, acho que até superaremos essa previsão”. 

Ele citou dois componentes que tiveram impactos neste ano: as tarifas mais agressivas (baixas) no seguro de Automóvel para a retenção de clientes e seguros novos e o seguro saúde, que tem um peso relativamente grande nas assessorias, e teve o seu reajuste congelado. “Ambos tiveram um impacto grande nas nossas receitas, nas das seguradoras e nas dos corretores. Mesmo assim, vamos passar de R$ 2 bilhões. Foi um ano relativamente muito bom”.

Outro aspecto importante do relatório, disse Opipari, é o número de corretores que as assessorias atendem na capital e em todo o Estado de São Paulo. “São 30 mil corretores cadastrados e, desde o primeiro relatório, nós gostamos de esclarecer que um corretor às vezes trabalha com uma, duas ou até três assessorias. Redefinindo esse número, a gente chega a 16 mil corretores, que passa a ser maior quando consideramos as novas assessorias que passaram a integrar o quadro da Aconseg-SP neste ano”. Atualmente, são 35 assessorias.

Potencial do interior

Jairo Christ, vice-presidente, falou sobre o desempenho as assessorias no interior, comparando com o próprio mercado de seguros. “Praticamente, a arrecadação dos prêmios do Estado de São Paulo se divide em metade na capital e metade no interior. Mas na Aconseg-SP, essa divisão é: 65% é capital e 35% é interior”.

O que ele atribuiu às assessorias terem começado na capital, “elas foram mais assertivas pelo próprio modelo”, e pelo interior ter muita a questão presencial. “As seguradoras tinham o viés de achar que era preciso uma equipe própria e essa concessão de atendimento demorou um pouco mais para chegar”. Ele acredita que em breve essa divisão chegará em 60% e 40%. 

Inovação

Diretor administrativo e responsável pelo Comitê de Tecnologia, Leandro Henrique, falou sobre a rápida adaptação das assessorias neste ano. “A mudança foi drasticamente do dia para a noite, do presencial para o on-line, as assessorias rapidamente se transformaram e se adaptaram. Também a partir disso, nós tivemos uma espécie de fórum para todo mundo poder debater, conversar e se articular. Isso foi extremamente importante para as assessorias rapidamente criarem essa mobilidade. Para as seguradoras funcionou da mesma forma”.

 Ele acrescentou que foi um desafio para todo mundo. “E não foi diferente para a gente, mas nessa dificuldade, a grande e valiosíssima questão é que conseguimos nos adaptar rapidamente. Aqui fica o grande legado, o poder de transformação das assessorias”.

Presidente do Conselho, Marcos Colantonio, também destacou a tecnologia. “O grande destaque das assessorias foi implantar tecnologia com rapidez para atenderem os nossos corretores. Além disso, a criatividade na elaboração de ações que pudessem estimular as vendas de vários produtos, uma vez que a receita do seguro de Automóvel sofreu uma queda significativa”.

Como exemplo, ele mencionou o crescimento do seguro de Vida na carteira das assessorias. “Foram aproximadamente R$ 40 milhões em prêmios arrecadados neste ano. Pelo nosso primeiro relatório, em 2016, a produção era de R$ 20 milhões, portanto, um crescimento de 100%”. Para estimular as vendas foi criada a campanha institucional da Aconseg-SP: “Diga sim ao seguro de Vida”, campanha que continuará”.

Futuro

 O relatório também tem o Índice de Confiança e Perspectivas das Assessorias. Ricardo Montenegro, diretor Financeiro, fez uma análise do passado, presente e do futuro. “A Aconseg-SP está completando 17 anos, mas tem assessorias de 30 anos. É uma história mais antiga, mais consolidada de muitos anos, elas já passaram por situações mais delicadas em termos de sobrevivência, parceria e manutenção de seus negócios”.

O futuro, segundo ele, às assessorias pertence. “Elas estão extremamente consolidadas. Há anos tínhamos uma ou duas companhias parceiras, hoje são dezenas nos procurando, assessorias se associando e corretores nos procurando também. Começamos com 14 assessorias, em 2003, logo após os primeiros anos, perdemos 7 que não conseguiram sobreviver ao período inicial de segmentação da nossa atividade. De lá para cá, tivemos uma evolução, hoje são 35 assessorias que empregam 500 pessoas. Não tem como voltar atrás, as seguradoras não têm como abraçar a grade de corretores”.

Perspectivas

Os executivos falaram também sobre perspectivas. “Vejo a intensificação dos trabalhos de tecnologia e posicionamento de marca, de marketing das assessorias justamente apoiando os corretores”. Ainda de acordo com ele, “nós temos hoje várias portas de acesso, vide as mídias digitais, e as assessorias estarão ainda mais preparadas para atender os corretores. Trabalhando muito a colaboratividade das assessorias e a Aconseg-SP desenvolvendo essas estratégias”, afirmou Leandro Henrique.

Para Montenegro, a tecnologia é importantíssima, mas não substitui o relacionamento. “Gostaria de enfatizar que a nossa parceria com o corretor, o nosso relacionamento, ninguém irá substituir. É um relacionamento de muitos anos, é a confiança e a parceria. A tecnologia veio para fortalecer, mas o nosso embate com o corretor é primordial. Nunca deixará de existir, esse é o fator que sempre vitaminará nossas operações”.

Nas palavras de Colantonio, 2020 será um ano de análise de erros e acertos para implementarem coisas que ajudarão as assessorias e os corretores a crescer e terem um ano de muito sucesso em 2021. “As assessorias estão muito otimistas em relação a 2021 e temos que cada vez mais aperfeiçoar esse atendimento, verificar as necessidades dos corretores de seguros, que é o nosso cliente. E ajudá-los a vender cada vez mais os produtos com rentabilidade, o que é importante para todos nós”.  

A entrevista completa você pode conferir no Canal da Revista Cobertura no YouTube. Aproveite e se inscreva no nosso canal. 

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