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Setor de seguros: inovação e resiliência em meio à crise

 

Resiliência e inovação foram palavras que caminharam juntas em 2020, mas podemos afirmar que essa expressão já era uma máxima, de certa forma, no mercado de seguros. Por quê? Por dez anos consecutivos, temos apresentados crescimentos maiores que o do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, melhorando a participação da indústria de seguros que, em 2019, encerrou em 6,7% do PIB, retornando mais de R$ 315 bilhões para a sociedade.

Ronaldo Dalcin

A projeção para 2020 é fecharmos com crescimento entre 3% e 4%, o que, dada as condições econômicas, julgo uma performance excelente. Olhando para os próximos anos, sem ser um expert em economia, mas me considerando um otimista incondicional, vejo diversas oportunidades. Por exemplo, o marco do saneamento que foi sancionado esse ano e prevê investimentos entre R$ 500 e R$ 700 bilhões, mais a geração de 700 mil empregos, trará excelentes oportunidades a todos do nosso segmento. A própria construção civil e o aumento significativo nos financiamentos imobiliários dão sinais muito positivos na nossa economia.

A indústria automobilística, também nos últimos meses, já vem demonstrando certa recuperação. Além disso, dados apontam que quase 10 milhões de pessoas foram “bancarizadas” nessa pandemia. Essa inclusão financeira será extremamente salutar para a indústria de seguros. São cenários extremamente positivos que, somados ao aumento do senso de necessidade de proteção por grande parte da população, me fazem crer que teremos uma bela retomada no crescimento do setor já em 2021, arriscando um palpite na ordem de dois dígitos.

É importante destacar, ainda, que a função desempenhada pelas seguradoras e corretores é fundamental para fomentar o crescimento econômico e a geração de renda em grande escala, pela sua participação em todos os setores da economia e da sociedade. De fato, percebi uma grande sinergia entre todos nesse período pandêmico. As seguradoras disponibilizaram diversas facilidades em total apoio aos corretores e segurados, visando a continuidade de seus negócios. Uma clara de demonstração do quanto somos resilientes e adaptáveis.

O isolamento necessário por causa da pandemia, também, nos deixou esse legado: inovação, sim, é sustentabilidade e desenvolvimento para o nosso segmento. A tecnologia inclusiva, com o ser humano no centro das ações, é uma excelente aliada. O consumidor quer mais simplicidade, personalização e agilidade. Por isso afirmo, com plena convicção, que estamos mais experientes e melhor preparados para continuar escrevendo a história do mercado segurador brasileiro e que iremos superar, juntos, mais essa crise.

 

Ronaldo Dalcin, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne)

 

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