Cobertura Especial

Corretores de seguros do Norte enfrentam desafios da covid-19 e apostam na parceria com seguradores para crescer

 

Jair Fernandes, presidente do Sincor-AM/RR, revela como a pandemia tem afetado o mercado local e as perspectivas para 2021

Por Thaís Ruco

O mercado de seguros da região Norte sofre os efeitos da pandemia, agravada pelas medidas restritivas impostas por decretos governamentais que paralisaram todas as atividades não essenciais, inclusive circulação de pessoas nas ruas. “Isso acontece, particularmente, no estado do Amazonas. No entanto, os profissionais de seguros se mantiveram na ativa através das vias virtuais, mantendo assim, o mercado aquecido”, afirma Jair Fernandes, presidente do Sincor-AM/RR.

Neste início de 2021, os profissionais estão atentos aos rumos do mercado. “Essa região sempre vislumbrou grandes perspectivas para o nosso mercado em razão do constante crescimento no comércio, na indústria, na prestação de serviços e forte apelo turístico, e se apostava na retomada da economia nacional o que daria um grande impulso nos negócios neste ano de 2021. Com a pandemia as coisas mudaram, principalmente aqui no estado do Amazonas, onde se registra as piores ocorrências da covid-19”, lamenta Fernandes.

A crise aguçou a criatividade dos corretores de seguros. “Percebemos que, em razão dessa crise, nossos profissionais buscam a diversificação nos produtos a serem oferecidos e a maior inserção tecnológica e isso, de certa forma, aumenta a possibilidade de atuação em locais mais distantes da região, pois, registra-se aí um grande problema logístico que é bem característico”, diz, argumentando que as distâncias são grandes e os modais não os conectam facilmente. “Entretanto, acreditamos que após o controle da pandemia, teremos uma retomada acelerada dos negócios, em todos os ramos de seguros, que irá nos impulsionar pra um grande crescimento”, anseia.

“O comportamento dos nossos profissionais é de otimismo, porém nota-se também certa preocupação em relação ao próprio mercado, em razão das normas contidas na resolução 382/20, que trata da medida arbitrária de informar a comissão no ato da negociação, e também sobre o cliente oculto que só visa a nos prejudicar”, pondera. “Soma-se a isso a necessidade de adaptação à LGPD e novas imposições contidas na resolução 393/20. Isso tudo são obrigações e formas de autuação dos profissionais que vivem sob as demandas constantes de ameaças à profissão. E ante a essas incertezas do momento verifica-se uma movimentação de companhias seguradoras na colocação de produtos e serviços diretamente ao cliente em detrimento ao corretor”, completa.

É esperado que o relacionamento e parcerias entre os entes do mercado se fortaleça neste ano de 2021. “Que as seguradoras encarem abertamente e defendam as causas que abalam a atuação profissional dos corretores de seguros, e nesse sentido os profissionais do mercado possam também, não só ter um discurso crítico das instituições, mas vivencia-las e compartilhar das ideias”, justifica Fernandes.

 

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