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Inovar para competir com as insurtechs

 

Claudio Endo, diretor executivo da Agility

 

O setor de seguros também foi impactado pela quebra de paradigmas que a pandemia trouxe ao mundo. Se por um lado este mercado sofreu uma queda na demanda em apólices empresariais, de seguros de vida e de automóveis por conta do abalo econômico sofrido por pessoas físicas e jurídicas desde março do ano passado, outras oportunidades apontaram no horizonte!

Uma delas passa pela necessidade de assegurar a saúde financeira das empresas com o advento de leis mais rígidas relacionadas à proteção de dados, como a LGPD, e a ameaças cibernéticas com a aceleração da Transformação Digital. Uma tendência que promete se intensificar a partir de 2021: oferecer a empresas esta modalidade de seguro é uma alternativa interessante para as seguradoras.

Para seguir nesse jogo, aproveitando as novas oportunidades que o mundo pós-pandemia indica, as companhias de seguros têm sido impulsionadas a migrar para o digital com mais intensidade. Vemos, por exemplo, bancos investindo em plataformas digitais e usando Inteligência Artificial para agilizar a contratação de serviços, validações de coberturas, tomar decisões de preço e/ou entregar serviços desta linha para os consumidores.

Esta tendência segue neste ano, já que o setor também está sendo impactado pela chegada das startups – ou insurtechs. Elas impulsionam as empresas tradicionais a investir em tecnologia e aproveitar as vantagens do ambiente digital. É importante que essas companhias sigam investindo em tecnologia e inovação para seguirem competitivas, já que o consumidor de seguros tem em mãos mecanismos de busca das melhores opções de preço e serviços a um clique em ferramentas de busca específicas.

Transformar digitalmente significa estar apto a oferecer boas alternativas pelos melhores valores e isso é fundamental no mundo novo acelerado pela pandemia. Vamos pensar nos consumidores além dos valores: quem quer sair de casa para fazer vistoria? É possível agilizar os procedimentos, com atendimento personalizado, utilizando aplicativos. Seguir essa tendência melhora a experiência dos clientes, com agilidade e eficiência.

Desafios

No setor de seguros, a LGPD tem outro lado, além de ser uma nova oportunidade de negócios. Assim como empresas de setores como telecomunicações e logística, este também precisa se adequar às normas da Lei Geral de Proteção de Dados e, por possuir uma cadeia de fornecedores que se interligam para atender aos clientes das seguradoras, deve estar muito atento ao gerenciamento de dados e compliance tanto dentro de suas dependências quando nas de terceiros.

Essas companhias guardam muitos dados sensíveis – endereço, documentos, hábitos de vida, históricos de experiências, qual o comportamento com o uso do automóvel etc. Estes são dados utilizados para tomar decisões, porém agora será necessário que atuem tanto do lado contratual e jurídico, quanto do lado de sistemas para que seus clientes autorizem a utilização. Nesse momento é fundamental aliar digitalização, transformação digital, cibersegurança e cuidados com a privacidade. Os danos financeiros, em caso de irregularidades e denúncias, são grande. A mácula na imagem da marca, maior ainda.

Para estar com todo o pacote de tecnologia em dia sem precisar montar grandes equipes e ter despesas enormes com equipamentos e atualizações constantes, a saída é buscar consultorias para apoio nessa jornada, que deem os melhores direcionamentos na adoção de tecnologia com agilidade e que façam uma transição de ambiente legado para o digital sem traumas.

Esse parceiro também é indispensável quando pensamos em proteção de dados e cibersegurança, já que realiza toda a análise de ameaças, identifica de onde elas vêm, valida possíveis brechas e ajuda o cliente a se antecipar e se proteger, além de realizar a gestão de privacidade de dados. Ou seja, uma gama de serviços para que a companhia de seguros possa fazer uma jornada madura para o digital, com segurança, e ter os dados protegidos.

A melhor opção de consultoria é a que utiliza da metodologia XaaS, ou “Tudo como Serviço”. Mesmo os mais reticentes com este modelo tiveram uma quebra de paradigma em 2020, já que verificaram a necessidade de estar em ambientes em nuvem (e o componente fundamental para esta migração é o “as a service”). Neste aspecto, o XaaS atende as necessidades rapidamente, já que promove a alta escalabilidade e eleva a capacidade de absorver uma demanda não esperada de maneira muito mais ágil.

Neste ponto quero deixar uma mensagem: com o advento das Techs, o movimento para a nuvem é um caminho que não tem mais retorno. Aqueles que não se adaptarem não sobreviverão em médio prazo.

Futuro

Fazendo uma previsão pautada no que vivemos hoje, acredito que este mercado será bem impactado pelo digital.

Porém, é importante entender que a competição no futuro não será apenas de nicho. O que vai pautar o futuro é o “as a service”. A tendência, por exemplo, é que um carro não seja mais um bem, mas um serviço. Então, empresas de outros segmentos podem oferecer seguro como um “plus” no serviço prestado, assim como as empresas de seguros podem acoplar bens de consumo na oferta.

Acredito que no futuro os conceitos de verticais serão substituídos pelo conceito de “como serviço” e a competição será horizontalizada. Todos podem diversificar. Esta é uma grande oportunidade para quem está buscando se diferenciar e não se acomodar.

 

 

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